Siga nas Redes Sociais

Olá, o que procuras?

Manchete

Fazendeiros sujam produtos do Brasil no exterior ao financiarem golpistas

Agora, soma-se a essa lista de crimes o apoio à tentativa de golpe de Estado.
Imagem: Agência Brasil

Antes de Jair Bolsonaro, o naco do agronegócio que segue as leis já tinha que se preocupar com o trabalho escravo, o desmatamento ilegal, a invasão de terras de povos tradicionais, o uso desembestado de agrotóxicos e a grilagem de áreas públicas perpetrados pela parte arcaica do setor. Agora, soma-se a essa lista de crimes o apoio à tentativa de golpe de Estado. Isso ajuda a sujar ainda mais a imagem dos produtos brasileiros no exterior.

Produtores rurais foram apontados como financiadores de bloqueios de rodovias e acampamentos de bolsonaristas que têm defendido uma intervenção militar, primeiro para impedir que Lula chegasse ao poder após ter vencido as eleições, depois para derrubá-lo do cargo e devolver Jair – autoexilado nas cercanias da Disney, nos Estados Unidos.

Agora, aparecem como tendo ajudado a bancar a ida de militantes de extrema direita a Brasília para a fracassada tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro, que terminou com a invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Investigação da Repórter Brasil, publicada nesta sexta (20), pelo UOL aponta que o PIX de uma loja de informática do Sul do Pará era divulgado por pecuaristas da região a fim de arrecadar recursos para os acampamentos golpistas no estado e na capital federal.

O núcleo de Brasília foi usado como base para queimar ônibus e carros, plantar uma bomba a fim de explodir o aeroporto e atacar as sedes dos Três Poderes.

A região Sul do Pará é uma das campeãs nacionais em resgates de trabalhadores em condições análogas às de escravo, de desmatamento ilegal e de conflitos fundiários com populações indígenas.

Durante a sua gestão, Bolsonaro atacou sistematicamente as instituições voltadas à fiscalização da proteção ao trabalho, do meio ambiente e dos povos tradicionais. Servidores foram ameaçados e exonerados de cargos de chefia quando se colocavam como entraves aos interesses de pecuaristas, madeireiros, garimpeiros ilegais, além de grileiros de terra, que davam suporte ao seu governo.

Temendo a derrota daquele que os ajudou, esses grupos que agem ao arrepio da lei correram para avançar ao máximo sua pauta em 2022, o que gerou, o maior desmatamento dos últimos 15 anos.

E, insatisfeitos com a perda da liberdade para destruir, passaram a apoiar e financiar abertamente ações golpistas a fim de tentarem manter o poder que conquistaram sob Bolsonaro.

Com isso, não batem de frente apenas com a democracia e o governo Lula, mas também com o ala do agronegócio que investe recursos para garantir que os produtos brasileiros sejam social e ambientalmente limpos e com os investidores estrangeiros, que ainda acreditam que o Brasil se esforça nesse setor – apesar da oposição dos anos Bolsonaro.

Dessa forma, não são apenas escravistas, desmatadores, genocidas, golpistas. Também atacam o comércio brasileiro, manchando nossa reputação.

Talvez isso compadeça uma parte do Brasil que não se importa com escravizados, árvores queimadas, assassinatos de indígenas ou golpe de Estado, mas têm pavor de perda de mercados e de investimentos.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *