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Eleições: Zona Franca de Manaus tem papel estratégico na fabricação das urnas eletrônicas

Polo Industrial de Manaus produz componentes estratégicos dos equipamentos de votação, em uma cadeia que envolve fiscalização técnica do TSE e montagem final na Bahia.
Foto: Bruno Kelly/Reuters

A segurança do sistema eleitoral brasileiro envolve uma cadeia tecnológica e industrial que reúne órgãos públicos, fiscalização técnica e a capacidade produtiva nacional. Nesse processo, o Polo Industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) desempenha um papel estratégico na fabricação das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições em todo o país.

É nas fábricas instaladas na capital amazonense que são produzidos componentes essenciais para o funcionamento dos equipamentos de votação, como placas eletrônicas, placas-mãe e circuitos responsáveis pela estrutura de hardware das urnas.

A etapa industrial em Manaus é realizada por empresas contratadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e segue padrões rigorosos de controle de qualidade e segurança. O processo envolve inspeções técnicas presenciais realizadas por equipes do tribunal e instituições parceiras para verificar a conformidade dos componentes produzidos.

O acompanhamento tem como objetivo garantir a resistência, a estabilidade e a confiabilidade dos materiais utilizados na fabricação dos equipamentos, além de assegurar a integridade da cadeia produtiva.

Após a fabricação dos componentes no Amazonas, os materiais são encaminhados para a unidade de Ilhéus, na Bahia, onde ocorre a montagem final das urnas eletrônicas, incluindo a integração dos terminais do mesário e os ajustes finais dos equipamentos.

Além da produção física dos dispositivos, o sistema eleitoral brasileiro possui uma camada tecnológica independente. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o desenvolvimento dos softwares, dos códigos-fonte e do sistema operacional das urnas é realizado exclusivamente pela área técnica da própria Justiça Eleitoral, sem participação das empresas responsáveis pela fabricação dos equipamentos.

O modelo de produção integra a capacidade industrial da Amazônia com o desenvolvimento tecnológico conduzido pelo TSE, formando uma estrutura considerada estratégica para o funcionamento das eleições brasileiras.

Com três décadas de utilização, o sistema eletrônico de votação passou por sucessivos ciclos eleitorais e mantém a fabricação das urnas como uma das etapas de uma ampla estrutura de segurança, auditoria e fiscalização que envolve diferentes instituições públicas e empresas nacionais.

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