A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) entende que o aumento da Selic de 10,75% para 11,75% ao ano, anunciado hoje (16/3) pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, foi uma medida tomada com o objetivo de conter o processo inflacionário que foi agravado em função da Guerra entre Rússia e Ucrânia.
Para o presidente da entidade, Luiz França, no entanto, é importante que os altos juros não se mantenham por muito tempo nessa condição para não impactar o crescimento econômico. “Nesse contexto, seria fundamental que essa elevação não seja repassada às taxas de crédito imobiliário, que é o principal impulsionador do setor da construção, que emprega 6,8 milhões de trabalhadores”, afirma.
Aliada a essa elevação, outro ponto importante para o setor diz respeito ao anúncio do governo sobre a liberação de uma nova rodada de saques do FGTS, fundo criado originalmente para investimento em atividades essenciais ao desenvolvimento econômico e ao bem-estar da população, como de infraestrutura, saúde e habitação popular.
Para Luiz França, essa liberação pode ter efeito incerto na economia e impactar diretamente na produção de novas moradias, na geração de empregos e no consequente desenvolvimento do país. “O Brasil precisa continuar crescendo. Em 2021, a construção civil cresceu 9,7% e impulsionou o PIB Brasileiro. A melhor forma de se conseguir manter esse desenvolvimento é por meio da preservação da única fonte de financiamento para as moradias de baixa renda”, acrescenta o executivo.







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