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Diego Bauer vence prêmio de Melhor Ator no Festival Maranhão Na Tela

O Maranhão Na Tela aconteceu de 15 a 24 de novembro, em São Luís e contou com 9 mostras de diferentes formatos que exibiram mais de 60 filmes, de longas e curtas-metragens. 

Da redação 

 

O intérprete amazonense Diego Bauer venceu o prêmio de Melhor Ator do Festival Maranhão Na Tela pelo filme Obeso Mórbido, co-dirigido por ele e por Ricardo Manjaro. A cerimônia aconteceu no último sábado, e 10 filmes faziam parte da mostra competitiva de curtas do festival.

O Maranhão Na Tela aconteceu de 15 a 24 de novembro, em São Luís e contou com 9 mostras de diferentes formatos que exibiram mais de 60 filmes, de longas e curtas-metragens. Obeso Mórbido foi selecionado para a Mostra Nosso Cinema, e junto com o curta paraense Raimundo Quintela, o Caçador de Vira Porco, foram os únicos premiados da região norte no festival.

“O Obeso foi uma oportunidade como ator que veio muito de uma ideia de direção, na verdade. Junto com o Ricardo Manjaro, pensei o tempo todo nesse projeto como um diretor que atua, e inclusive no set, na hora de gravar, isso não me saía da cabeça. É um reconhecimento que me deixa satisfeito, mas ao mesmo tempo me faz pensar que a ideia que tivemos lá no início, da direção criar um verdadeiro jogo de manipulação com o público, foi o que acabou sendo determinante pra que essa atuação fizesse sentido”, conta Diego Bauer.

O curta é uma produção da Artrupe e Duplofilme, e parte da história real do ator e diretor que em dois anos passou por uma reeducação alimentar e física, e emagreceu mais de 45 quilos em dois anos. Após chegar a sua meta, Bauer resolveu fazer um filme sobre as inseguranças e dúvidas que este novo corpo pode representar na vida de alguém que passa por uma transformação física.

“Não queria fazer um filme falando sobre meu processo de emagrecimento, os desafios disso, a disciplina que se tem que ter. Achava que o mais interessante é ver que uma pessoa que passa por uma transformação como essa, por mais que se sinta bem, que ache que mudou pra melhor, ainda assim sente medo. Tudo o que não queria era dizer que venci porque emagreci, porque esse não é o ponto, e nem é verdade. Chamei o Ricardo pra fazer o filme comigo, e juntos encontramos caminhos pra tornar essa história mais envolvente, usando minhas imagens quando era gordo, determinados acontecimentos da minha vida pessoal, mas interessados em realizar uma ficção, fazendo isso pra criar uma outra história, que pode tocar mais as pessoas do que a minha vida ou algo assim”, explica o ator e diretor.

Este já é o segundo prêmio do filme em sua curta trajetória de festivais. Em outubro o filme ganhou prêmio de Melhor Som na Mostra Internacional de São Luís, e em novembro também foi selecionado para a Semana de Cinema, tradicional festival no Rio de Janeiro. “A partir do ano que vem iremos mandar o filme para vários festivais, com a intenção de que ele circule, seja visto, gere debates, e também exponha o trabalho dos talentosos profissionais que se dedicaram ao projeto, e merecem também todo reconhecimento por este trabalho”, conclui.

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