O processo para Caio Paes de Andrade se tornar presidente da Petrobras terá uma etapa decisiva na sexta-feira, quando um comitê da companhia avaliará se o indicado pelo Ministério de Minas e Energia para o cargo preenche requisitos profissionais, o que na avaliação de uma conselheira da estatal pode complicar os planos do governo.
Embora o governo acredite que Andrade atenda as exigências para o cargo, disse à Reuters uma alta autoridade do governo, a conselheira Rosângela Buzanelli, representante dos funcionários da Petrobras no Conselho de Administração da estatal, não concorda.
Com o pedido de demissão de José Mauro Coelho do cargo na última segunda-feira, a aprovação do nome de Andrade pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg) da Petrobras, na sexta-feira, é vista como um movimento que pode finalmente pacificar a relação entre a empresa e o acionista controlador.
O aval do Celeg abriria caminho para o indicado pelo ministério –atual secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital– tornar-se presidente da companhia, após o governo trocar os últimos três CEOs por descontentamento sobre a política de preços.
Mas, se assim for, haveria uma violação do artigo 17 da Lei das Estatais, disse Buzanelli. Segundo ela, este item estabelece que, para ser CEO da Petrobras, é preciso experiência profissional mínima de “dez anos, no setor público ou privado, na área de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou em área conexa àquela para a qual forem indicados em função de direção superior”.
O artigo demanda, de forma alternativa, experiência de quatro anos em cargo de diretoria em empresa de porte similar, “cargo público de confiança em nível superior (DAS-4) ou ainda cargo de docência ou pesquisa na área de atuação da empresa”.






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