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Comissão precisa ouvir Silvinei Vasques novamente após prisão, diz relatora da CPMI do 8/1

Eliziane Gama afirmou que o ex-diretor da PRF mentiu na oitiva e que é necessário fazer uma compatibilidade entre os documentos levantados e seu depoimento
Pedro França/Agência Senado

A relatora da CPMI do 8 de janeiro, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), quer um novo depoimento de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Federal Rodoviária (PRF) preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (9), em investigação sobre interferência no segundo turno das eleições de 2022.

“A partir desta prisão está clara a necessidade de reconvocação e fazer uma compatibilidade a partir dos documentos que levantamos com a fala que ele trouxe na Comissão. E é exatamente o ponto fundamental que nós faremos a partir deste momento.”

Eliziane ainda afirmou que o ex-diretor-geral da PRF mentiu em seu depoimento.

“Enquanto o Silvinei esteve na Comissão ele mentiu de uma forma escancarada em várias linhas. Em vários pontos nós conseguimos comprovar, inclusive no momento da oitiva dele, que de fato ele estava mentindo”, disse.

Depoente na no último dia 20 de junho, Silvinei se defendeu das acusações de interferência na disputa presidencial e negou qualquer irregularidade nas blitze realizadas pela PRF no segundo turno das eleições. As ações policiais se concentraram em cidades do Nordeste que votaram massivamente no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Respondendo sobre quem seria convocado para fazer uma acareação, a relatora citou o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-superintendente da Polícia Federal na Bahia, o delegado Leandro Almada.

“Nós defendemos nesse primeiro momento uma acareação entre o Anderson Torres e o Almada, que participou da reunião para discutir um mapa construído pelo Serviço de Inteligência do ministério da Justiça com pontos de presença maior de eleitores ligados ao então candidato Lula. Para este local também haveria uma presença maior de policiais e, portanto, de agentes da PRF.”

“Ou seja, cria-se uma reunião na Bahia, onde o ponto central desta reunião é uma ação criminosa, que é atrapalhar o resultado eleitoral”, acrescentou.

 

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