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Com trechos precários no Amazonas, BR-319 entra em plano do Governo Federal para ser asfaltada até 2027

Repavimentação do trecho do meio da BR-319 foi incluída como uma das ações do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) 2024-2027.
Foto: JN

A BR-319, principal ligação terrestre do Amazonas com o restante do país, foi incluída no Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) do Governo Federal para ser asfaltada até 2027. Alvo de debates ambientais há mais de 20 anos, a rodovia possui trechos precários no Estado.

Em 2022, duas pontes da BR desabaram. O primeiro acidente deixou mortos feridos. Até hoje, as estruturas não foram reconstruídas. Além das pontes, motoristas que trafegam pela rodovia, que corta parte da Amazônia, reclamam dos constantes atoleiros ao longo da BR.

A pavimentação do trecho do meio da BR-319 entre o 177,8 e o km 655,7- o mais crítico – e a adequação do trecho rodoviário Trevo do Roque, localizado no entroncamento com a BR-364, divisa do Amazonas com Rondônia, agora está no Projeto de Lei (PL) para criar PRDA para o período de 2024 a 2027.

O Governo Federal enviou o PL ao Congresso Nacional na quarta-feira (29). O projeto de lei foi assinado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

BR-319 — Foto: Rede Amazônica

BR-319 — Foto: Rede Amazônica

Na justificativa para pavimentação, o PRDA leva em consideração que muitas das estradas que existem na Amazônia são precárias e que não têm condições para o tráfego seguro de veículos, o que dificulta a circulação de pessoas e mercadorias.

“Além disso, a região carece de novas rodovias que interliguem as regiões, tornando o transporte mais ágil e eficiente”, apontou o documento.

O principal objetivo do PL é tornar a Amazônia referência na valorização da sociobiodiversidade. Para isso, o plano propõe o desenvolvimento de 11 programas, com uma série de ações estratégicas para região.

Além de citar a repavimentação da BR-319, o PRDA propõe a construção de terminais hidroviários na Amazônia Legal, construção de ferrovias e melhoria de conectividade na região amazônica.

Caso seja aprovado no Congresso, o plano será implementado, monitorado e avaliado pela Sudam a partir de 2024. O órgão acompanhará junto aos ministérios o monitoramento dos atributos do Plano Plurianual – que estabelece as diretrizes e as metas da administração pública federal – relacionados ao PRDA.

BR-319

 

Informações são do Observatório da BR-319 — Foto: Orlando Júnior

Informações são do Observatório da BR-319 — Foto: Orlando Júnior

A BR-319 corta o território do Amazonas, fazendo a ligação terrestre entre o estado e Roraima de um lado, com Rondônia de outro e com outros estados do país por outros trechos.

Ao longo da rodovia federal, o motorista encontra rios, pontes e muito barro.

Inaugurada em 1976, a BR-319 é conhecida pelas péssimas condições. Tem mais de 800 quilômetros de extensão, porém somente os segmentos localizados próximos às capitais estão asfaltados.

Há trechos não pavimentados que causam prejuízos a quem necessita trafegar pela estrada. As alternativas à rodovia são o transporte aéreo ou por barco, em uma viagem que dura quase uma semana.

A rodovia possui trechos danificados e não tem pavimentação em quase toda a sua extensão, o que provoca atoleiros “gigantes” no período chuvoso. Já no período de estiagem, os motoristas reclamam de outros problemas: buracos e poeira.

Há anos, a rodovia é alvo de debates entre setores que reivindicam a pavimentação e ambientalistas.

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