A passagem de Roberto Cidade no interior do Amazonas foi marcada por vaias e protestos. Em Lábrea e Humaitá, trabalhadores da saúde aproveitaram a presença do candidato para cobrar respostas sobre recursos destinados ao atendimento nos municípios. Em vídeos que circulam nas redes sociais, servidores aparecem com cartazes e palavras de ordem relacionadas aos repasses para a saúde.
Em Humaitá, trabalhadores afirmam que recursos do Fundo de Fomento, Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) e da pactuação da saúde estariam atrasados. Nas imagens que circulam nas redes sociais, os manifestantes cobram um posicionamento do governador e candidato à reeleição. Entre as palavras de ordem aparecem frases como “cadê o recurso da saúde?” e “arregão”. Cartazes também exibem mensagens como “respeite a saúde”, “cadê o FTI da saúde?” e “tá faltando seringa!”.
Uma servidora aposentada que participou das cobranças relata preocupação com a possibilidade de comprometimento dos serviços caso os repasses não sejam regularizados.
“Tô indignada com o que está acontecendo no nosso município. Queríamos que o governador explicasse o motivo do atraso do repasse que era pra ter sido feito em julho. Queremos saber por que ele não responde. Já tá havendo prejuízo de R$ 4,8 milhões. Isso é grave. Daqui uns dias vamos ficar sem serviço de saúde porque não podemos prestar serviços e [comprar] medicamentos. As pessoas vão ficar à mercê porque o governador está se ausentando das obrigações do município”, afirma.
Em Lábrea, profissionais também cobram repasses
A situação se repetiu em Lábrea. Profissionais do Hospital Regional realizaram manifestação para cobrar a regularização de recursos destinados à manutenção da unidade. Segundo os trabalhadores, os repasses do FTI estariam atrasados havia aproximadamente quatro meses, entrando no quinto mês de pendência.
Um dos manifestantes afirmou que a Prefeitura estaria utilizando recursos próprios para manter o funcionamento do hospital durante o período de atraso e alertou para possíveis consequências sobre pacientes e funcionários.
O trabalhador também declarou que a situação poderia gerar dificuldades para usuários e funcionários do Hospital Regional.






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