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Artista plástico amazonense completa 50 anos de carreira

Artista amazonense

Artista amazonense realizou mais de 60 exposições e já foi diversas vezes premiado. – foto: divulgação

Com recém-completados 50 anos de carreira, o artista plástico amazonense Jair Jacqmont, chega a 2018 com uma trajetória marcada por mais de 60 exposições e trabalhos importantes, como o desenho do Altar do Papa João Paulo II, durante visita a Manaus, em 1980. Em cinco décadas dedicadas ao dom e amor à arte, Jaqmont também já foi premiado diversas vezes.

De um artista que nasceu do encanto de ver a mãe desenhando a lápis, Jacqmont se tornou uma das grandes influências para colecionadores e admiradores da arte. Ele defende, por meio de desenhos, pinturas e instalações, a sua imersão na Amazônia, a floresta de superlativos e destaca que sua inspiração se idealiza pelo lugar no qual ele vive.  “O que me inspira é onde eu estou, minhas influências também colaboraram muito para que minha admiração por esse lugar crescesse ainda mais”, conta Jacqmont.

O artista também fez parte do seleto Clube da Madrugada na década de 60, a convite do pintor amazonense Moacir Andrade.  “O Clube da Madrugada era composto por artistas defensores e incansáveis das matas da Amazônia, isso me influenciou de forma positiva a exprimir, por meio dos meus trabalhos, minha admiração pela floresta”, declara.

Jacqmont é formado em cursos de Pinturas, Materiais, Desenhos, Gravuras e Programação Visual no MAM – Rio de Janeiro; Serigrafia no Parque Lage – Rio de Janeiro e Curadoria e Montagem de Exposições na Fundação Nacional das Artes (Funarte).

Trabalhos executados – No decorrer de sua longa jornada, Jacqmont já realizou significativos trabalhos, entre estes, o desenho do Altar do Papa João Paulo II, em 1980; e o projeto e desenho da Berlinda de Nossa Senhora da Conceição, na Catedral de Manaus.

Participou da exposição de vanguarda ‘Como vai você, geração 80?’ no Parque Lage – Rio de Janeiro e foi também diretor e curador da Galeria Afrânio Castro e do Centro e Artes Chaminé – Pinacoteca do Estado. Fez diversas curadorias, como a Zonarte, no balneário de Sesc em 1995; e o I Salão Plástica Amazônia, na Usina Chaminé, em 1998. Desenhou figurinos e cenários para teatro como ‘Amanusmente’, de Pombal, em 1989. Foi ilustrador do livro ‘Cem Haikais’, de Luiz Bacellar, em conjunto com o artista plástico Roberto Evangelista; e da ópera ‘Tosca’, apresentada no XVI Festival Amazonas de Ópera, em 2012.

Reconhecimento – O artista plástico já recebeu importantes premiações. Em 1965, ao realizar uma de suas primeiras exposições no Clube da Madrugada, recebeu o prêmio de melhor desenho,  juntamente com o pintor amazonense Hahnemann Bacelar.

Em 1980, recebeu o prêmio do Governo do Estado do Amazonas em primeiro lugar no quesito pintura; também já foi premiado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte, com o prêmio Aquisição, em 1982; e Prêmio Menção do Júri, em 1983; recebeu, pela Academia Amazonense de Letras, a medalha Péricles Moraes, entre muitas outras.

Projetos – Na comemoração das cinco décadas de carreira artística, Jair Jacqmont realizará, em maio, uma exposição, em grande formato, no Paiol do Inpa pelo Lab-verde, projeto de dimensão artística na floresta. No final do ano, realizará uma exposição no Icbeu, com todas as fases de sua carreira.

O artista destaca que a exposição será integrada por obras inéditas. “A visão global da minha construção artística, inserida dentro da arte contemporânea no Amazonas, é o que desejo transmitir na exposição no final do ano”, pontua.

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