Apenas 7,0% da população no Amazonas realizaram testes para diagnóstico da Covid-19 até julho

Apenas 7,0% da população no Amazonas realizaram testes para diagnóstico da Covid-19 até julho

Da redação

 

Um total de 283 mil pessoas (7,0% da população) realizaram algum teste para diagnóstico da Covid-19 desde o início da pandemia até julho. Desse total, 92 mil (2,3% da população) testaram positivo para a doença causada pelo novo coronavírus. Esses dados são da PNAD Covid-19 mensal, divulgada hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Entre os testes para diagnóstico da doença, as pessoas poderiam ter realizado o exame com material coletado na boca ou nariz com o cotonete (swab); o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo; ou o exame com sangue retirado da veia do braço. No Amazonas, 139 mil (3,4% da população) realizaram o teste através de furo no dedo, 106 mil (2,6% da população), o teste por exame de sangue, e 72 mil (1,8%), o teste Swab, através de coleta da saliva.

Foi observado que os testes foram realizados por homens e mulheres na mesma proporção (6,9% e 7,1%, respectivamente), mas, principalmente, por pessoas de 30 a 59 anos de idade (10,8%).

Além disso, quanto maior o nível de escolaridade e a renda, maior foi o percentual de pessoas que fez algum teste, visto que pessoas sem instrução ao ensino fundamental representaram 4,1% das que fizeram os teste, e as pessoas com ensino superior ou pós-graduação, representaram 16,5% do total. E as pessoas com renda de meio salário mínimo representaram 4,2% das que realizaram o teste, e as pessoas com quatro salários mínimos ou mais, 18,2%, no Amazonas.

O Amazonas (7,0%) foi a décima Unidade da Federação, empatada com o Espírito Santo, em percentual de testes realizados desde o início da pandemia. Os Estados com percentuais mais altos de testes realizados foram o Distrito Federal (16,9%), Amapá (11,0%) e Piauí (10,5%). Pernambuco registrou o menor percentual (4,1%) de exames realizados, assim como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, os três estados com 4,5%.

11,0% da população do Amazonas tinham alguma comorbidade em julho

A pesquisa também constatou que 445 mil pessoas (11,0%) no Amazonas tinham alguma comorbidade que pode agravar o quadro clínico de um paciente com a Covid-19. Dentre essas pessoas, 199 mil, homens, e 245 mil, mulheres. Hipertensão foi a mais frequente (6,6%). As outras foram diabetes (2,8%); asma ou bronquite ou enfisema (2,7%); doenças do coração (1,0%); depressão (0,7%); e câncer (0,3%).

O percentual de pessoas com alguma dessas doenças crônicas que testou positivo foi de 4,4%, ou 19 mil pessoas, até julho.

 

Em julho, 5,7% da população apresentou algum dos sintomas de síndromes gripais

No mês de julho, a PNAD COVID19 estimou que 206 mil pessoas (ou 5,1% da população), no Amazonas, apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais. Em junho, 342 mil (8,5%) pessoas haviam sentido algum dos sintomas, e, em maio, 764 mil (18,9%).

 

Em dois meses, cai de 8,8% para 1,4% o percentual de pessoas que apresentaram sintomas conjugados, que poderiam estar associados à Covid-19, no Estado

Em termos do indicador síntese, em julho, 55 mil pessoas (ou 1,4% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à COVID-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito), no Estado. O número demonstra queda considerável em relação aos mostrados pela pesquisa nos meses anteriores, pois, em junho, 148 mil pessoas (ou 3,7% da população) afirmaram ter sentido sintomas conjugados, e em maio, 356 mil pessoas (8,8%) sentiram os sintomas.

Em julho, considerando o total de domicílios com presença de idosos (251 mil) no Estado, em 32 mil (12,7%) domicílios havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados, ou seja, que podiam estar relacionados à COVID-19. Em junho, havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados em 75 mil domicílios com idosos, e em maio, em 185 mil domicílios com idosos. Ou seja, o número de julho é 57,4% inferior a junho, e 82,7% inferior a maio.

Comparação entre Grandes Regiões

Com relação às Grande Regiões, a Região Norte foi, em julho, ao contrário dos meses anteriores, aquela que apresentou o menor percentual de pessoas com algum sintoma gripal (5,7%), mas ainda apresentou o maior percentual de pessoas com algum dos sintomas conjugados (1,5%), mesmo percentual da Região Centro-Oeste. Apesar disso, a Região Norte observa seus percentuais caírem consideravelmente de mês em mês, visto que, em maio, 7,8% sentiram sintomas conjugados, em junho, foram 3,1%, e em julho, 1,5% o percentual dos que sentiram os sintomas.

 

Procura por estabelecimento de saúde

Além disso, cerca de 24,1% (ou 50 mil) das pessoas que apresentaram algum dos sintomas pesquisados procuraram atendimento em estabelecimento de saúde; percentual inferior de procura em relação ao mês anterior, quando 25,8% (88 mil) procuraram atendimento. Em maio, 16,7% (ou 127 mil) das pessoas que apresentaram sintomas procuraram estabelecimento de saúde.

A procura por atendimento poderia ser feita em mais de um estabelecimento, seja na rede pública de acesso a toda população, seja na rede privada. No entanto, a maioria das pessoas (3 milhões e 546 mil ou 88,1%) não possuíam plano de saúde, em julho, no Amazonas. As pessoas que possuíam plano de saúde no Amazonas eram 478 mil ou 11,9%.

 

Atividades escolares

            Do total de 1.059.000 pessoas que frequentavam escola ou universidade, 654 mil (68,1%) tiveram atividade escolar disponibilizadas; 345 mil (32,6%) não tiveram atividade e 59 mil (5,6%) não tiveram atividade alegando que estavam de férias.

 

Indicador Categoria de abertura 2 Julho
Pessoas que frequentam escola (mil pessoas) 1059
Pessoas que frequentam escola (mil pessoas) Teve atividades disponibilizadas 654
Pessoas que frequentam escola (mil pessoas) Não teve atividades disponibilizadas 345
Pessoas que frequentam escola (mil pessoas) Não teve porque estava de férias 59

 

            Entre as faixas de idade que tiveram atividades escolares, 64,8% das crianças de 6 a 16 anos tiveram atividades. Já entre as pessoas de 17 a 29 anos, o percentual alcançou 53,7%.

Indicador Categoria de abertura 1 Categoria de abertura 2 Julho  
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) 6 a 16 anos Teve atividades disponibilizadas 64,8
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) 6 a 16 anos Não teve atividades disponibilizadas 31,1
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) 6 a 16 anos Não teve porque estava de férias 4,0
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) 17 a 29 anos Teve atividades disponibilizadas 53,7
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) 17 a 29 anos Não teve atividades disponibilizadas 36,5
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) 17 a 29 anos Não teve porque estava de férias 9,8

 

                Por nível de instrução, os alunos do ensino fundamental foram os que tiveram maior atividade em julho, 65,1%, ensino médio, 62,2%, e ensino superior, 46,7%. No item daqueles que não tiveram atividade escolar porque estavam de férias, o ensino superior foi o maior com 14%, ensino médio, 5,4%, e ensino fundamental, 3,7%.

Indicador Categoria de abertura 1 Categoria de abertura 2 Julho  
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Fundamental Teve atividades disponibilizadas 65,1
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Fundamental Não teve atividades disponibilizadas 31,1
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Fundamental Não teve porque estava de férias 3,7
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Médio Teve atividades disponibilizadas 62,2
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Médio Não teve atividades disponibilizadas 32,4
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Médio Não teve porque estava de férias 5,4
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Superior Teve atividades disponibilizadas 46,7
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Superior Não teve atividades disponibilizadas 39,3
Distribuição das pessoas que frequentam escola (%) Ensino Superior Não teve porque estava de férias 14,0

 

Medidas de restrição de contato

Quanto as medidas tomadas para restrição de contato, 124 mil amazonenses (3,1%) declararam não ter feito restrições; 1.486 mil (36,7%) reduziu o contato, mas continuou saindo de casa e/ou recebendo visitas; 1.664 mil (41,1%) ficou em casa e só saindo por necessidade básica; e 746 mil (18,4%) ficou rigorosamente isolado. Os homens lideraram entre àqueles que não fizeram qualquer restrição de contato (54%) contra 46% das mulheres.

 

 

 

Indicador Categoria de abertura 2 Julho
População residente (mil pessoas) Não fez restrição 124
População residente (mil pessoas) Reduziu contato mas continuou saindo de casa e/ou recebendo visitas 1486
População residente (mil pessoas) Ficou em casa e só saiu por necessidade básica 1664
População residente (mil pessoas) Ficou rigorosamente isolado 746

 

            Por grupo de idade, 3,3% dos idosos de 60 anos ou mais declararam não ter feito qualquer restrição de contato; entre as crianças de 0 a 13 anos, 2,7%, o grupo de 50 a 59 anos, 3,3%, 14 a 29 anos, 3,4%, e 30 a 49 anos, 3,4% não fizeram restrições de contato. Os rigorosamente isolados foram liderados pelas crianças de 0 a 13 anos (36,4%) e, em seguida, vieram os idosos, com 36,5%.

Indicador Categoria de abertura 1 Categoria de abertura 2 Julho  
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 0 a 13 anos Não fez restrição 2,7
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 0 a 13 anos Ficou rigorosamente isolado 36,4
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 14 a 29 anos Não fez restrição 3,4
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 14 a 29 anos Ficou rigorosamente isolado 11,5
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 30 a 49 anos Não fez restrição 3,4
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 30 a 49 anos Ficou rigorosamente isolado 6,7
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 50 a 59 anos Não fez restrição 3,3
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 50 a 59 anos Ficou rigorosamente isolado 12,5
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 60 anos ou mais Não fez restrição 1,5
Percentual da população residente segundo medida de restrição de contato com outras pessoas (%) 60 anos ou mais Ficou rigorosamente isolado 33,5

 

Pedido de empréstimos

                Quanto a solicitação de empréstimos, 36 mil (3,7%) domicílios amazonenses declararam que algum morador pediu empréstimo de qualquer fonte, e conseguiu. Já outros 15 mil (1,6%) solicitaram empréstimo e não conseguiram. Outros 924 mil (94,8%) domicílios não solicitaram empréstimo. Entre àqueles domicílios que conseguiram empréstimo, 28 mil (78,7%) foi através de banco ou financeira; 7 mil (18,7%) junto à parente ou amigo e mil, junto à patrão ou empregador.

Indicador Categoria de abertura 2 Julho
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Solicitou empréstimo e conseguiu 36
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Solicitou empréstimo e não conseguiu 15
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Não solicitou empréstimo 924
Percentual de domicílios onde algum morador solicitou e conseguiu empréstimo (%) Banco ou financeira 78,7
Percentual de domicílios onde algum morador solicitou e conseguiu empréstimo (%) Parente ou amigo 18,7
Percentual de domicílios onde algum morador solicitou e conseguiu empréstimo (%) Empregador, patrão 3,0
Percentual de domicílios onde algum morador solicitou e conseguiu empréstimo (%) Outro local ou pessoa 4,0

 

Posse de itens básicos de higiene

                A pesquisa também perguntou sobre a presença de itens básicos de limpeza e proteção nos domicílios. Sabão e detergente, com 23,6%, foram os itens mais citados; máscaras ocuparam a segunda posição (23,5%); água sanitária foi o terceiro item mais citado (23,1%); álcool e luvas vieram em seguida, com 21,4% e 8,2%, respectivamente.

Indicador Categoria de abertura 2 Julho
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Sabão e detergente 963
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Álcool 70% ou superior (em gel ou líquido) 876
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Máscaras 961
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Luvas descartáveis 335
Domicílios particulares permanentes (mil domicílios) Água sanitária ou desinfetante 943

 

Notas:

Nota 1: os indicadores de saúde são para as pessoas e tem como referência a semana anterior à entrevista.
Nota 2: os valores totais incluem as pessoas que não informaram resposta para a pergunta.
Nota 3: Considera-se que apresentou sintomas conjugados as pessoas que tiveram perda de cheiro ou sabor ou tosse, febre e dificuldade para respirar ou febre, tosse e dor no peito.
Nota 4: Inclusive pessoas de cor amarela ou indígena.

Com informações do IBGE