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Atividades turísticas no Amazonas recuam 0,2% em julho

Estado registra queda de 4,7% no acumulado de janeiro a julho, enquanto resultado dos últimos 12 meses permanece positivo em 2,5%
Foto: Divulgação

O volume das atividades turísticas no Amazonas apresentou variação de -0,2% em julho de 2026 frente a junho, na série com ajuste sazonal da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE. O resultado representa uma redução no ritmo de queda observado nos meses anteriores: o indicador havia recuado 1,1% em maio e 4,4% em junho. No Brasil, as atividades turísticas cresceram 2,7% na passagem de junho para julho.

Entre as 17 unidades da Federação pesquisadas no índice de atividades turísticas, o Amazonas ocupou a 14ª posição na comparação entre julho e junho. Rio Grande do Norte (9,9%), Bahia (8,6%) e Paraná (6,7%) apresentaram as maiores altas. Além do Amazonas, registraram retração Pernambuco (-1,1%), Pará (-1,1%) e Ceará (-1,8%). Santa Catarina e Rio de Janeiro apresentaram estabilidade.

Amazonas acumula queda de 4,7% no ano

Na comparação com julho de 2025, o volume das atividades turísticas no Amazonas apresentou retração de 11,5%. Foi o quarto resultado negativo consecutivo nessa comparação, após quedas de 8,6% em abril, 10,0% em maio e 16,7% em junho. Nos três primeiros meses do ano, o Estado havia registrado crescimento de 10,0% em janeiro, 5,5% em fevereiro e 4,8% em março.

Com esses resultados, o Amazonas acumula queda de 4,7% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Entre as 17 unidades pesquisadas, o Estado ocupa a 12ª posição. O resultado amazonense ficou acima dos registrados por Santa Catarina (-5,0%), Paraná (-5,3%), Pará (-5,8%), Pernambuco (-7,9%) e Ceará (-8,6%). Bahia (5,9%) e Rio de Janeiro (5,0%) lideram o indicador acumulado no ano.

Acumulado em 12 meses permanece positivo

Apesar das quedas recentes, o volume das atividades turísticas no Amazonas ainda apresenta crescimento de 2,5% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho. O indicador, entretanto, vem desacelerando: estava em 11,5% em janeiro, passou para 9,3% em abril, 6,9% em maio e 3,9% em junho, até alcançar os atuais 2,5%.

A trajetória dos diferentes indicadores mostra, portanto, uma perda de ritmo das atividades turísticas no Amazonas ao longo de 2026. Enquanto o acumulado em 12 meses ainda permanece positivo, as comparações mensal, interanual e no acumulado do ano registraram resultados negativos em julho.

Média Móvel Trimestral

Na média móvel trimestral, o volume das atividades turísticas no Amazonas apresentou queda de 2,0% no trimestre encerrado em julho, em relação ao trimestre terminado em junho. O recuo foi superior ao observado no Brasil, onde a média móvel trimestral caiu 0,5% no mesmo período. Em julho, o índice da média móvel ficou em 92,73 no Amazonas, enquanto o indicador nacional alcançou 113,39.

“O turismo no Amazonas enfrenta um cenário desfavorável de curto prazo, caracterizado por arrefecimento da demanda. Enquanto o setor de serviços amazonense como um todo demonstrou fôlego no mesmo período puxado por outros segmentos, as atividades estritamente turísticas entram no segundo semestre precisando de novos catalisadores sazonais (alta temporada regional, feiras e turismo ecológico/pesca) para interromper a trajetória descendente”, afirmou o chefe da Seção de Disseminação de Informações (SDI) do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques.

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