Em Pauta nas redes sociais

Buscar no portal...

Manaus,

Dia a Dia

Pós-venda sob suspeita: BYD em Manaus exige 35 dias para consertar ar-condicionado de cliente

Prazo estipulado por concessionária na Avenida Djalma Batista revolta proprietário e levanta alerta sobre possível desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor
pos-venda-sob-suspeita-byd-em-

A qualidade do atendimento pós-venda da montadora BYD voltou a ser alvo de questionamentos na capital amazonense. Um trabalhador afirma ter sido surpreendido ao deixar seu veículo para manutenção na concessionária da marca localizada na Avenida Djalma Batista, onde recebeu a informação de que o conserto do sistema de ar-condicionado, incluindo a substituição de peças, poderá levar até 35 dias úteis, período em que o automóvel permanecerá totalmente imobilizado na oficina.

Segundo o proprietário, o prazo é incompatível com a necessidade de quem depende do veículo para as atividades diárias e representa um transtorno significativo. A situação provocou indignação e reacendeu o debate sobre a eficiência da assistência técnica oferecida pela fabricante na região.

Especialistas em direito do consumidor alertam que, embora reparos possam exigir tempo para diagnóstico e chegada de peças, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece limites para a prestação do serviço. O artigo 18 prevê que fornecedores têm prazo máximo de 30 dias para sanar vícios em produtos duráveis, salvo quando houver acordo diferente entre as partes. Caso o problema não seja resolvido dentro desse período, o consumidor pode exigir a substituição do produto, a restituição do valor pago ou o abatimento proporcional do preço, conforme o caso.

A reclamação também chama atenção para a importância do atendimento pós-venda, considerado um dos principais fatores para a fidelização dos clientes. Prazos considerados excessivos podem comprometer a confiança do consumidor e gerar questionamentos sobre a estrutura de assistência técnica da empresa.

Até o fechamento desta edição, a concessionária e a montadora não haviam se manifestado sobre o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clique no vídeo para ativar o som
Clique no vídeo para ativar o som