A variação do custo médio da construção civil no Amazonas em abril foi de 0,41%. No ano, a variação acumulada foi de 1,97%, e em 12 meses, a variação foi de 5,15%. No Brasil, a variação foi de 0,36% em abril, enquanto a variação acumulada no ano ficou em 3,26% e a variação em 12 meses ficou em 6,93%. Os dados são do Sistema Nacional de Preços e Índices da Construção Civil – SINAPI, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE nesta quarta-feira, 12 de junho.
Custo médio do m² no mês
Com variação de 0,41%, o Amazonas ficou na 9ª posição do ranking das maiores variações do custo médio da construção civil em maio, uma diferença de 0,05 ponto percentual (p. p.) em relação à variação média nacional. Em abril, com 0,20% de variação, o estado encerrou o mês na 21ª posição do ranking das maiores variações; o resultado de maio colocou o estado muito mais próximo das Unidades da Federação em que o custo da construção mais subiu. Os estados de Piauí (0,0%), Espírito Santo (0,01%) e Paraíba (0,01%) apresentaram as menores variações no índice, e foram, portanto, os estados em que o custo médio menos sofreu elevação. Já os estados da Bahia (0,92%), Alagoas (0,75%) e Goiás (0,66%) tiveram as maiores variações no índice.
Com a variação, o custo médio do metro quadrado (m²) da construção civil em abril no Amazonas foi a R$ 1.929,60, um aumento de R$ 7,90. O aumento ocorreu inteiramente no componente material: em abril, o custo médio do m² era de R$ 1.108,72 no componente material, em maio o custo foi a R$ 1.116,62. O custo no componente mão-de-obra permaneceu estável em R$ 812,98.
No ranking nacional dos maiores custos médios, o estado ficou na 14ª posição dentre as Unidades da Federação, abaixo da média nacional (R$ 1953,08). Os estados de Acre (R$ 2.281,15), Santa Catarina (R$ 2.199,78) e Rio de Janeiro (R$ 2.161,70) foram os que tiveram o maior custo médio em moeda corrente, enquanto os estados de Pernambuco (R$ 1.726,51), Sergipe (R$ 1.728,05) e Espírito Santo (R$ 1.761,44) tiveram os menores custos médios do país.
Custo médio do m² no ano
O variação acumulada no ano do custo médio do m² no Amazonas ficou em 1,97%, enquanto a variação nacional ficou em 3,26%. Com o resultado, o Amazonas ficou na 23ª posição do ranking nacional das maiores variações acumuladas no ano, colocando-o entre as cinco Unidades da Federação com as menores variações acumuladas do custo da construção em maio. Os estados de Mato Grosso do Sul (1,74%), Rio Grande do Sul (1,80%) e Roraima (1,86%) foram os estados que tiveram as menores variações acumuladas. Os estados com as maiores variações acumuladas foram Acre (7,11%), Bahia (6,49%) e Maranhão (5,80%).
Em moeda corrente, o custo médio da construção no estado saiu de R$ 1.916,68 em janeiro para R$ 1.929,60 em maio, um aumento de R$ 12,92 em 5 meses, sendo a elevação toda no componente material, enquanto o componente mão-de-obra permaneceu estável durante todo o período (R$ 812,98).
Custo médio do m² em 12 meses
A variação acumulada do custo médio do m² em 12 meses chegou a 5,15% no estado, a terceira mais baixa do país no índice em abril, enquanto a variação nacional em 12 meses ficou em 6,93%, uma diferença de 1,78 pontos percentuais. Além do Amazonas, Pernambuco (3,62%) e Roraima (4,85%) tiveram as menores variações acumuladas em 12 meses. Os estados do Maranhão (10,29%), Acre (10,04%) e Mato Grosso (9,74%) tiveram os maiores aumentos do custo médio em 12 meses.
Em 12 meses, o aumento do custo médio em moeda corrente no estado chegou a R$ 94,45. Enquanto em maio de 2025 o custo médio chegava a R$ 1.835,15, em maio de 2026 o custo médio da construção no estado chegou a R$ 1.929,60.
Custo de Projeto
Em janeiro, o custo do m² de uma casa popular com um pavimento, dois quartos, sala, circulação, banheiro e cozinha com padrão de acabamento normal era de R$ 2.131,35. Em abril, o mesmo projeto chegou a R$ 2.225,36.
Mais sobre o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI)
Criado em 1969, o Índice Nacional da Construção Civil tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.







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