A reação de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, à operação contra o senador Ciro Nogueira (PP) no caso Master desagradou a cúpula do Progressistas, relatam fontes à CNN Brasil. Dirigentes de siglas aliadas ao PP afirmam que a relação entre Ciro e Flávio, que era de proximidade, ruiu.
O partido articulava indicar a vice na chapa de Flávio e costurava uma aliança que garantiria ao PL um tempo de TV no horário eleitoral gratuito que representaria o dobro da coligação do presidente Lula (PT).
A opção pela neutralidade na disputa presidencial sempre esteve na mesa da sigla, de acordo com lideranças do PP. No entanto, nos últimos meses as conversas avançaram por uma aliança com o PL.
Até o momento em que Flávio se posicionou sobre a operação da Polícia Federal contra Ciro Nogueira por suposto envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o escândalo do Banco Master.
O entendimento de aliados de Ciro Nogueira é que a neutralidade na disputa presidencial se dá pelo fato de que Flávio não soube demonstrar a mesma lealdade que Ciro teria demonstrado ao se manter na oposição ao governo Lula. O posicionamento de Flávio contra ciro é avaliado como “o mais contundente”, diferente do que fizeram lideranças como Valdemar Costa Neto (PL) e Michel Temer (MDB).
A decisão final do Progressistas sobre a eleição presidencial será tornada pública durante a convenção partidária nacional. Mas pesa ainda, a favor da neutralidade, as diferentes realidades regionais pelo país.
No entorno de Flávio, fontes lembram que o PL já tem o maior tempo de TV entre os pré-candidatos à presidência. Aliados do senador disseram ainda, à CNN Brasil, que as discussões sobre vice e alianças partidárias não são debatidas no momento.







Envie seu comentário