O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, enviou carta aos demais integrantes da Corte na qual nega as denúncias de importunação sexual feitas contra ele. No documento, o magistrado afirma que irá comprovar sua inocência nos procedimentos em curso.
“Tudo isso está causando mágoas às pessoas da minha família e de minha convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, escreveu o ministro.
Nesta segunda-feira (9), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma nova denúncia contra Buzzi. A mulher prestou depoimento à Corregedoria do órgão, mas os detalhes sobre sua identidade e sobre as circunstâncias do suposto episódio estão sob sigilo.
Na última semana, o ministro passou a ser alvo de três frentes de investigação após o relato de uma jovem de 18 anos que afirmou ter sido vítima de importunação sexual em janeiro deste ano. O caso teria ocorrido durante um período em que a família da jovem estava hospedada na casa de praia do ministro, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Segundo o relato, a jovem teria sido abordada por Buzzi na praia. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de São Paulo, que conduz a apuração. O inquérito foi comunicado ao CNJ e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o ministro possui foro por prerrogativa de função.
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, convocou sessão extraordinária da Corte para tratar do caso, marcada para a manhã desta terça-feira.
Em nota, Marco Buzzi afirmou que foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e declarou repudiar “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”. O ministro encontra-se atualmente em licença médica.
A defesa da jovem informou que aguarda rigor na apuração dos fatos e o desfecho do caso perante os órgãos competentes.
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