O Amazonas registra 438 obras públicas paralisadas que recebem recursos federais, com custo estimado em R$ 1,3 bilhão. Os dados constam em levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), que monitora a execução de empreendimentos financiados com verbas da União em todo o país.
Ao todo, o estado possui 734 obras federais, entre concluídas, em andamento e interrompidas, abrangendo áreas como saneamento básico, saúde, mobilidade urbana e construção de equipamentos públicos. Apesar da redução no número de obras paradas — que passou de 452 em 2024 para 438 em 2025 —, os valores envolvidos permanecem elevados.
O investimento total previsto nos empreendimentos no Amazonas é de R$ 4,2 bilhões. Desse montante, R$ 439,5 milhões já foram desembolsados em obras que não chegaram a ser concluídas, segundo o TCU.
Em Manaus e em municípios do interior, a paralisação dos projetos afeta diretamente a população. Um dos exemplos é a passarela da Avenida Torquato Tapajós, derrubada em julho de 2024 após ser atingida por uma carreta. Um ano após o acidente, a obra de reconstrução ainda não avançou, aumentando os riscos para pedestres que circulam pela região.
Também permanecem sem entrega obras consideradas estratégicas, como o Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, a nova sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no Parque Ponte dos Bilhares, e o Hospital do Sangue, do Hemoam, que segue fechado apesar de reiteradas promessas de funcionamento.
Outros empreendimentos seguem paralisados, entre eles a Casa da Mulher Brasileira, no bairro Petrópolis, sem avanços desde 2023, e obras de saneamento na Zona Leste de Manaus. Na região, moradores relatam buracos, lama e dificuldades de acesso, inclusive para a circulação de veículos de emergência.
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Com informações do G1






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