Está programado para entrar em funcionamento no primeiro trimestre deste ano, em Manaus, no Amazonas, o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI). O local reunirá representantes policiais das oito nações amazônicas que compõem a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). São elas, além de Brasil: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
Conforme relatado por Humberto Freire, chefe do departamento de Meio Ambiente e Amazônia da Polícia Federal do Brasil, à agência Reuters, o centro fará o policiamento da floresta tropical e atuará no compartilhamento de inteligência e na perseguição de criminosos.
A partir de lá, será combatido o tráfico de drogas, o contrabando de madeira, peixes e animais exóticos, o desmatamento e outros crimes ambientais e a mineração ilegal de ouro em reservas protegidas de povos indígenas como os Yanomami.
Freire acrescentou à agência que o Brasil compartilhará com seus vizinhos a tecnologia que a Polícia Federal está desenvolvendo para rastrear as origens do ouro extraído ilegalmente por garimpeiros selvagens na floresta.
Essa tecnologia, que deve estabelecer o “DNA do ouro”, usa radioisótopos para determinar de onde vem o metal nobre, comparando suas partículas com amostras coletadas em áreas de mineração em todo o Brasil – será solicitado aos membros da OTCA que façam o mesmo mapeamento em seus países.
O CCPI será financiado com R$ 9 milhões do Fundo Amazônia, um esforço multinacional de doações iniciado pela Noruega para ajudar financiar o desenvolvimento sustentável da Amazônia.







Envie seu comentário