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Governo Lula ainda guarda quase 30 cargos na Esplanada para negociações

Cargos em diretorias, departamentos e fundações podem ser distribuídos a políticos ou indicados do Centrão, que deve se aliar a Lula
Daniel Ferreira/Metrópoles

Passada a primeira metade do primeiro ano de governo, a Esplanada montada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem 29 cargos de segundo e terceiro escalão vagos. São diretorias, departamentos e entidades vinculadas (tais como empresas públicas, autarquias e outros). Não há hoje nenhuma secretaria sem comando nos 37 ministérios. Esses postos usualmente são ocupados por políticos ou nomes indicados por partidos da base do governo.

Os números se avolumam quando se consideram representações nos estados. No levantamento em que o Metrópoles se baseou, produzido pela consultoria Ética Inteligência Política, não há esse detalhamento.

Na Saúde, a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) é alvo da maior cobiça. A medida provisória que extinguia a Funasa (MP 1.156/2023) perdeu validade e, após um limbo, o órgão deverá ser reerguido nos próximos dias, havendo grande expectativa sobre ele.

No comando da Saúde, a socióloga e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Nísia Trindade tem sido bombardeada, mas Lula disse que não irá tirá-la do posto. Para ele, é questão de honra fazer uma gestão técnica/científica e completamente inversa à de Jair Bolsonaro (PL) na área. Durante a pandemia, o ex-presidente se notabilizou por posições negacionistas e por pregar contra a vacinação da população.

Por outro lado, ministérios com sede no Palácio do Planalto — como a Casa Civil, a Secretaria-Geral e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) — estão totalmente preenchidos. É também o caso dos ministérios da Cultura, do Esporte, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

A medida provisória que reestruturou a Esplanada (MP 1.154/2023) só foi votada pelo Congresso no último dia do prazo de vigência, em junho. A votação ocorreu em um momento em que a articulação política do governo mostrava fragilidade.

Com problemas na relação com o Congresso, segmentos importantes da estrutura proposta por Lula foram modificadas. No Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, a ministra Marina Silva perdeu a gestão sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também a inédita pasta dos Povos Indígenas, de Sonia Guajajara, perdeu a competência de reconhecer e demarcar terras indígenas.
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