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Câmara inicia análise de inquérito que indiciou vereador por morte de agente

De acordo com o presidente da CCJ, vereador Chico 2000 (PL), o grupo vai orientar a Comissão de Ética sobre o rito que deverá ser seguido pelo Legislativo durante a análise de ambos os pedidos.
Elaine Menke/Câmara dos Deputados

A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, nesta segunda-feira (25), a cópia integral do inquérito policial que indiciou o vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos) por ter matado a tiros o agente socioeducativo Alexandre Myagawa, o Japão, de 41 anos.

O documento de 500 páginas foi encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e também para a Comissão de Ética do Parlamento Municipal e servirá como base para a apresentação do parecer em torno do pedido de afastamento e de cassação do parlamentar.

De acordo com o presidente da CCJ, vereador Chico 2000 (PL), o grupo vai orientar a Comissão de Ética sobre o rito que deverá ser seguido pelo Legislativo durante a análise de ambos os pedidos.

“Ao concluirmos nosso parecer sobre esse pedido de afastamento, nós estaremos orientando a Comissão de Ética sobre o rito deverá ser obedecido e os prazos de direito ao contraditório que deverá ser aberto”, disse.

Ainda conforme o parlamentar, os pareceres devem ser apreciados em plenário no 2 de agosto, quando a Câmara Municipal retorna do recesso parlamentar. Contudo, o presidente da Câmara Municipal já antecipou que pode convocar uma sessão extraordinária para votar os relatórios.

Homícidio qualificado
Paccola foi indiciado por homicídio qualificado por ter matado o Alexandre, conhecido como Japão, com três tiros nas costas. O crime ocorreu no dia 1º de julho, no bairro Quilombo em Cuiabá.

 

Até então o parlamentar vinha alegando que efetuou os disparos em legitima defesa, já que o agente também estava armado. Contudo, durante as investigações, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou que Japão não esboçou qualquer reação que oferecesse ameaça ao vereador.

 

Diante do crime, Paccola enfrenta um pedido de afastamento e também pode ser investigado por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na cassação de seu mandato.

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