As juízas Ida Maria Costa de Andrade e Lia Maria Guedes de Freitas foram eleitas nesta terça-feira (1.º/7) para o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Com a nomeação, o tribunal passa a contar com dez mulheres entre os 26 membros — o equivalente a 38,4% da composição.
Ida Maria foi promovida pelo critério de merecimento, por meio de lista exclusiva de juízas, conforme prevê a Resolução n.º 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca garantir maior representatividade feminina nos tribunais. Já Lia Guedes assumiu a vaga pelo critério de antiguidade, em decisão por aclamação.
As duas magistradas já atuavam no TJAM como juízas convocadas, substituindo os desembargadores aposentados Joana Meirelles e Elci Simões. A posse oficial está prevista para ocorrer ainda este mês.
Durante a sessão, o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, destacou o caráter histórico da eleição por lista exclusiva feminina, aplicada pela primeira vez na Corte. “Hoje teremos a satisfação de receber mais duas juízas que irão compor conosco o Tribunal Pleno”, afirmou.
A eleição foi seguida de homenagens por parte dos membros do tribunal. A desembargadora Socorro Guedes celebrou o crescimento da presença feminina, ressaltando que “não é apenas uma diretriz do CNJ, mas uma conquista da carreira”. Outros magistrados elogiaram a trajetória e o compromisso das novas desembargadoras.
Em seus pronunciamentos, Lia Guedes agradeceu a confiança após quase 36 anos de magistratura e reforçou seu compromisso com a ética e o direito. Ida Maria destacou o avanço em direção à paridade de gênero e disse que espera construir uma trajetória colegiada com base no aprendizado e na colaboração dos colegas.
A última vez que o TJAM promoveu novos desembargadores foi em dezembro de 2022. A próxima vaga será aberta em agosto, com a aposentadoria do desembargador Domingos Chalub.









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