Derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) pediram neste domingo tempo para se posicionarem sobre a disputa em segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL), afirmando que precisam consultar seus partidos e aliados antes de se manifestarem.
Os dois afirmaram em discurso após a definição de que a disputa irá a um segundo turno em 30 de outubro que o país vive um “momento complexo”, mas evitaram declarar apoio neste momento.
Em seu discurso, Tebet, que teve embates com Bolsonaro nos três debates entre presidenciáveis, disse que não se omitirá e que tem “lado”, dando um prazo de 48 horas para os presidentes de MDB, PSDB, Cidadania e Podemos, legendas que a apoiam, se posicionarem.
“Não esperem de mim omissão, tomem logo a decisão, porque a minha já está tomada. Eu tenho lado e vou me pronunciar no momento certo. Eu só espero que vocês entendam que esse não é qualquer momento no Brasil”, disse Tebet.
Ciro, por sua vez, disse que o país vive situação “potencialmente ameaçadora” após a eleição deste domingo e pediu tempo para se posicionar.
“Estou profundamente preocupado com o que estou assistindo acontecer no Brasil. Como vocês sabem, eu vou inteirar 65 anos de vida e tenho 42 desses dedicados ao meu amor, à minha paixão ao Brasil, eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora, tão potencialmente ameaçadora sobre a nossa sorte como nação”, disse Ciro, que teve cerca de 3% dos votos válidos com a apuração já nos momentos finais.
Nas eleições presidenciais de 2018, que também disputou, Ciro declarou “apoio crítico” ao petista Fernando Haddad no segundo turno contra Bolsonaro, mas viajou à Europa poucos dias após o primeiro turno e não participou da campanha.
Com 99,53% das seções eleitorais apuradas, Lula tem 48,31% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro soma 43,30%. Tebet ficou em terceiro com 4,17% e foi seguida por Ciro, que aparece em quarto com 3,05%.






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