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Safra de cereais e leguminosas no Amazonas deve ter redução de 16% em 2026

A mandioca, a cana-de-açúcar e a banana, que são os três principais produtos deste grupo, representam 90,2% da estimativa da produção

A estimativa em janeiro da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 no Amazonas é de 60,1 mil toneladas. O resultado é 16,1% menor que o de 2025 (71,6 mil toneladas), uma queda de 11,5 mil toneladas. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

A mandioca, a cana-de-açúcar e a banana, que são os três principais produtos deste grupo, representam 90,2% da estimativa da produção e respondem por 76,3% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, as culturas com maiores quedas previstas são o milho (1ª safra), com redução prevista de 59,5%; café canephora, com redução prevista de 41,5% e feijão (1ª safra), com redução de 23,8%. Essas três culturas têm produção prevista para 2026, respectivamente, de 7,5 mil toneladas;1,4 mil tonelada e 1 mil tonelada. Apenas três culturas têm previsão de aumento na produção: tomate, com aumento previsto de 6,8% (47 toneladas); laranja, com aumento de 4,9% (2,6 mil toneladas) e mandioca, com incremento previsto de 0,6% (2,8 mil toneladas).

Já na área a ser colhida, houve aumentos de 4,3% na da laranja e 4,1% na do tomate, e declínios em nove das doze culturas pesquisadas, sendo as maiores reduções em área colhida do milho (1ª safra) (58%), do café canephora (46,7%) e do feijão (1ª safra) (22,4%). As culturas com as maiores áreas colhidas ainda são a mandioca (72 mil ha), a soja (11,5 mil ha) e a banana (9,2 mil ha).

Em se tratando de rendimento médio, a previsão é de que duas culturas tenham aumentos significativos: cacau, com aumento previsto de 13,8% (142 kg/ha) e café canephora, com aumento de 9,7% (79 kg/ha). O restante das culturas investigadas têm previsão de aumento no rendimento médio pouco significativo ou nenhum aumento no rendimento, com exceção do milho (1ª safra), que tem redução prevista de 3,5% e feijão (1ª safra), com redução no redimento médio de 1,9%.

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a fevereiro de 2026, será em 13 de março.

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