O comércio do Amazonas registrou um desempenho positivo em 2023, com crescimento consistente em diversos indicadores. De acordo com a Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a receita bruta de revenda no estado avançou 9,3% em relação ao ano anterior. O levantamento também apontou que o número de unidades locais de empresas comerciais aumentou 9,2% e que o total de pessoas empregadas no setor cresceu 6,1%, acompanhado de uma alta de 8,1% no montante de salários pagos.
Os dados do IBGE mostram ainda que o comércio varejista do Amazonas encerrou o ano com crescimento de 3,1%, resultado superior ao registrado em 2022, quando a expansão foi de 2,2%. Em dezembro, as vendas aumentaram 1,5% em comparação a novembro, já descontados os efeitos sazonais, e 3,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No comércio ampliado — que inclui veículos, autopeças e materiais de construção — houve crescimento de 4% no mês e de 3,4% no acumulado de 2023.
No recorte de longo prazo, entre 2013 e 2022, a receita bruta do comércio no Amazonas cresceu mais de 143%, atingindo quase R$ 74 bilhões. No mesmo período, o número de unidades locais de empresas passou de 9.982 para 11.006, um avanço de 10,3%. O setor empregou, em 2022, mais de 100 mil pessoas, com salários e retiradas que somaram cerca de R$ 3 bilhões, praticamente o dobro do registrado dez anos antes. Apesar do avanço, o salário médio dos trabalhadores do comércio permaneceu em 1,8 salário-mínimo, abaixo da média nacional, que foi de dois salários-mínimos no ano passado.
Embora o desempenho em receita, unidades e empregos tenha sido positivo, o Amazonas perdeu posições no ranking nacional de vendas, caindo da sétima para a 21ª colocação no acumulado dos últimos 12 meses, empatado com Goiás e Paraná. Especialistas atribuem o resultado à combinação de aumento no custo de vida, endividamento das famílias e desafios logísticos que afetam a competitividade do setor no estado.

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