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Produção industrial varia em 4,1% no mês de outubro

A produção industrial apresentou taxas positivas em 8 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em outubro
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A produção industrial do Amazonas teve variação de 4,1% em outubro. O resultado teve retração de seis pontos percentuais na comparação com o mês anterior, mesmo assim ficou melhor que o resultado nacional (0,1%). No índice que mede a variação interanual a variação foi de 12,5%; na variação acumulada no ano a taxa ficou em 1,3% e no resultado acumulado em 12 meses o índice ficou em 2,9%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada hoje, 09, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção industrial apresentou taxas positivas em 8 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em outubro. Os maiores avanços foram em Goiás (6,5%), Mato Grosso (5,8%), Amazonas (4,1%) e Rio de Janeiro (4,1%).

Variação mês/mês anterior

No mês de outubro a produção industrial teve variação de 4,1%, no Amazonas. O índice colocou o estado na quarta posição entre as Unidades da Federação (UFs) pesquisadas. Na variação do volume de produção industrial de outubro, entre as Unidades da Federação, foram 11 taxas positivas, uma variação nula e seis negativas. As maiores variações foram de Goiás (6,5%), Mato Grosso (5,8%) e Rio de Janeiro (4,1%). Os menores resultados ficaram com Rio Grande do Sul (-5,7%), Espírito Santo (-1,7%) e Pará (-1,4%).

Variação interanual

Na comparação entre outubro de 2025 e o mesmo mês do ano anterior, o Amazonas, com taxa de 12,5% ocupou a segunda posição entre os estados pesquisados, ficando atrás de Santa Catarina (18,3%). Goiás, com 11,7% ficou na terceira posição entre as UFs. Os menores resultados ficaram com Mato Grosso do Sul (-17,8%), Rio Grande do Norte (-9,5%) e Mato Grosso (-8,2%).

Na comparação com outubro de 2024, o setor industrial recuou em 6 de 17 locais pesquisados. Por outro lado, Espírito Santo (18,3%), Amazonas (12,5%) e Goiás (11,7%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais elevados nesse mês.

Variação acumulada no ano

No mês de outubro, no índice que aponta a variação acumulada no ano, o Amazonas (1,3%) ficou na sétima posição entre as Unidades da Federação. No índice que mede o acumulado do ano, no mês de outubro, foram 10 taxas positivas e oito negativas, entre os estados pesquisados. Os melhores desempenhos ficaram com Espírito Santo (8,6%), Rio de Janeiro 94,6%) e Pará (3,8%). Os menores resultados foram de Mato Grosso do Sul (-13,5%), do Rio Grande do Norte (-12,7%) e de Mato Grosso (-7,2%).

Variação acumulada em 12 meses

Com variação de 2,9% no índice acumulado em 12 meses, o Amazonas ficou na quarta posição entre as UFs, em outubro. No índice do acumulado em 12 meses, entre as UFs, foram 11 taxas positivas e sete negativas. Os melhores resultados ficaram com Espírito Santo (5,3%), Pará (4,9%) e Santa Catarina (3,4%). Os menores desempenhos foram do Mato Grosso do Sul (-12,2%), Rio Grande do Norte (-11,9%) e do Maranhão (-5,8%).

Média móvel trimestral

A média móvel trimestral mostrou que em outubro houve 11 taxas positivas e quatro negativas. Entre as positivas aparece, na terceira posição entre as UFs pesquisadas, a do Amazonas com variação de 1,6% na média móvel trimestral. Indicando que há boas perspectivas para os resultados de novembro e dezembro. Criando assim um cenário de crescimento anual, quando vier o resultado de dezembro.

Desempenho das atividades industriais

Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis tem melhor resultado na indústria amazonense em outubro

A comparação da produção de outubro de 2025 com a de outubro do ano anterior foi marcada por um resultado extraordinário na atividade de “fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis”, que registrou uma expansão máxima de 668,5%, sendo o principal motor de crescimento da indústria no mês. Em contraste, a atividade com o pior desempenho foi a de “fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos”, que sofreu a contração mais acentuada, com -8,6%. Outras atividades com crescimento incluem a “fabricação de produtos químicos” (70,5%) e a “fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores” (21,3%). O resultado geral do mês mostra um desempenho extremamente polarizado, onde seis das 10 atividades pesquisadas tiveram crescimento, contra quatro que apresentaram decréscimo.

No acumulado do ano ,até outubro de 2025, a atividade de “fabricação de produtos químicos” demonstrou a maior solidez, registrando a variação máxima de 58%, consolidando-se como a líder de crescimento anual na indústria amazonense. O polo oposto, no entanto, foi ocupado pela “fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis”, que apresentou o valor mínimo da série, com um recuo acumulado de -30,3%, apesar de seu pico mensal em outubro. O indicador mostra que atividades como a “fabricação de produtos diversos” (5,0%) e a “fabricação de máquinas e equipamentos” (4,3%) também tiveram bom desempenho acumulado, enquanto outras, como “fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos”, ficaram negativas (-6,8%).

Considerando o horizonte de 12 meses (novembro de 2024 a outubro de 2025), a “fabricação de produtos químicos” manteve a liderança com a variação máxima de 57,9%, refletindo um crescimento sustentado. Por outro lado, a atividade de “fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis” registrou o pior resultado, com uma queda acumulada de -41,9%, indicando uma retração persistente ao longo do último ano. A maioria das atividades se manteve em território positivo neste indicador, como a “fabricação de outros equipamentos de transporte”, exceto veículos automotores (10,8%) e a “fabricação de produtos diversos” (9,1%), o que sugere que, apesar das fortes contrações em setores específicos, a tendência de médio prazo da indústria geral do estado é de expansão.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional, e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste. Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional está prevista para 14 de janeiro.

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