O processo que culminou na demissão de dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na última sexta-feira (20) começou em 2019. Mas não avançou por decisões do então diretor-geral, Alexandre Ramagem.
Em 2021, Ramagem recebeu um primeiro parecer. Poderia já ter encaminhado o processo para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), então responsável pela agência. Preferiu, no entanto, devolver o caso para a corregedoria buscar mais elementos contra os investigados.
Oficiais de inteligência ouvidos pela CNN explicaram que um processo de correição –com todos os trâmites de análises, depoimentos e defesas– dura entre seis e oito meses. Mas quando há devolução para a corregedoria, outra comissão precisa ser criada e o processo se alonga.
Só em março deste ano, já sob nova gestão, o caso foi enviado para a Casa Civil, que agora tem a agência em seu guarda-chuva. A demissão dos dois servidores foi confirmada no Diário Oficial da União no mesmo dia em que a PF deflagrou a operação que apura o monitoramento ilegal de jornalistas, políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).









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