O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou a representação apresentada pela deputada Luciene Cavalcanti (PSOL-SP) contra o senador Plínio Valério (PSDB-AM) por declarações sobre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A denúncia alegava prática de violência política de gênero.
A frase que motivou a ação foi dita por Plínio ao comentar a participação da ministra na CPI das ONGs: “Imagine o que é tolerar Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”. A declaração foi feita cerca de um ano e meio após a audiência.
No despacho, Gonet concluiu que a fala não caracteriza crime. Segundo ele, as declarações “embora revestidas de aparente cunho ameaçador”, ocorreram fora da sessão oficial e não configuram constrangimento ilegal. Também foi descartada a tese de misoginia, por não haver indícios de que a crítica tenha sido motivada por gênero ou associada a situação de violência doméstica.
O procurador ainda destacou que, para a instauração de investigação por ameaça, seria necessária representação da própria ministra, o que não ocorreu. Com isso, o caso foi arquivado.

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