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PF apura se houve motivação política em acesso a dados de mulher de Moraes

A CNN mostrou que os alvos trabalham na Receita Federal e são suspeitos de vasculhar e vazar informações fiscais
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Agentes da PF (Polícia Federal) tentam descobrir se há motivação política ou financeira na quebra de sigilo de dados fiscais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parentes nos sistemas da Receita Federal.

Em operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (17) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia sobre o caso.

A CNN mostrou que os alvos trabalham na Receita Federal e são suspeitos de vasculhar e vazar informações fiscais. Um deles é um servidor do Serpro cedido ao órgão e que trabalha no Rio de Janeiro. Ele teria acessado dados de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

A Receita confirmou ter detectado desvios no acesso a dados em auditoria e enviado ao STF. Inicialmente, não há indicações de caráter político, mas as informações coletadas pelo órgão não seriam suficientes para entender a motivação do vazamento, e há limitações da Receita para investigar o caso.

Agora, com a autorização do STF, a PF pode aprofundar no caso para confirmar a motivação dos vazamentos.

Em nota divulgada nesta terça, a Receita afirmou não tolerar desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, considerado pela instituição um pilar básico do sistema tributário.

“Além dos procedimentos no âmbito do inquérito, noticiados hoje (17/2/2026), com base em informações prestadas pela própria Receita Federal do Brasil, há prévio procedimento investigatório em parceria com a autoridade policial, cujos resultados poderão ser divulgados oportunamente”, escreveu o órgão.

A CNN tentou contato com Viviane Barci de Moraes, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue em aberto.

Na operação desta terça, Moraes determinou também medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país. A decisão atende solicitação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Os mandados são realizados no âmbito do inquérito das fake news, que foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli. À época, o magistrado presidia o STF e abriu a investigação por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.

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