Em Pauta nas redes sociais

Buscar no portal...

Manaus,

Dia a Dia

Paralisação de médicos agrava crise na UPA de Tabatinga

Profissionais denunciam atrasos salariais; unidade funciona de forma parcial e população enfrenta dificuldades no atendimento

Tabatinga – A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabatinga enfrenta uma grave crise que compromete o atendimento à população. A partir desta sexta-feira, 27, médicos que atuam na unidade devem iniciar uma paralisação em razão de atrasos salariais que, segundo relatos, se estendem desde o mês de setembro.

De acordo com informações de funcionários, profissionais da regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão há cerca de três meses sem receber salários, enquanto trabalhadores da limpeza acumulam aproximadamente cinco meses de atraso. Médicos relatam estar há seis meses sem pagamento.

Na manhã desta quinta-feira, apenas uma médica pediatra realizava atendimentos, priorizando crianças. Os demais atendimentos estariam suspensos, o que tem gerado apreensão entre moradores que dependem exclusivamente do serviço público de saúde.

Além da UPA, há relatos de ausência de médicos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, como no bairro Vila Paraíso, o que amplia ainda mais as dificuldades enfrentadas pela população.

Fiscalização

O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) esteve em Tabatinga no último fim de semana para fiscalizar a situação da unidade. Durante a visita, o parlamentar constatou a precariedade da estrutura e recebeu denúncias de atrasos salariais de funcionários terceirizados que atuam em setores essenciais, como cozinha e manutenção.

Segundo os relatos, os trabalhadores acumulam cerca de quatro meses de salários em atraso, o que tem impactado diretamente o funcionamento da unidade e a qualidade do atendimento prestado.

O deputado informou que, em novembro do ano passado, o Governo do Estado anunciou a reforma da UPA. Após consulta à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e à Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), foi informado de que o início das obras estaria previsto para o mês de fevereiro.

Pagamentos em regularização

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o processo de regularização dos pagamentos está em andamento. No entanto, há informações de que, devido à falta de repasses, a empresa responsável pelos serviços terceirizados teria suspendido o fornecimento de materiais básicos de limpeza, agravando a situação.

Para Wilker Barreto, o cenário é preocupante e exige providências urgentes. O parlamentar afirmou que continuará fiscalizando e cobrando medidas do Governo do Estado para garantir condições adequadas de funcionamento da UPA e o pagamento dos salários atrasados.

Enquanto isso, moradores relatam insegurança e temor diante da possibilidade de agravamento da crise na principal unidade de urgência e emergência do município.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clique no vídeo para ativar o som
Clique no vídeo para ativar o som