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Ministro do STJ acusado de importunação sexual recebe alta de hospital

No dia 10, ele decidiu se afastar temporariamente do cargo e encaminhou um pedido de licença médica por 90 dias
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Foto: CNN Brasil

O ministro Marco Buzzi, afastado do STJ (Superior Tribunal de Justiça) devido a denúncias de importunação sexual, teve alta nesta quarta-feira (18) do Hospital DF Star, em Brasília, onde estava internado desde o último dia 5.

Ele deu entrada no hospital após apresentar dores no peito. Segundo o boletim médico, o ministro apresentou sintomas de palpitações e precordialgia.

No dia 10, ele decidiu se afastar temporariamente do cargo e encaminhou um pedido de licença médica por 90 dias. Neste mesmo dia, o STJ determinou o afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi após denúncias de importunação sexual contra duas mulheres virem à tona.

Durante o período em que o ministro ficar afastado, ele ficará impedido de acessar o gabinete, usar carro oficial e exercer as prerrogativas do cargo. O salário — que é de R$ 44.047,88 — no entanto, continuará sendo recebido pelo magistrado, já que não houve exoneração nem condenação definitiva.

O ministro do STJ nega as acusações contra ele.

Denúncias

Buzzi é acusado de importunação sexual contra duas mulheres.

A primeira denúncia foi feita por uma mulher de 18 anos em janeiro deste ano. O episódio teria ocorrido durante férias em Balneário Camboriú (SC), quando a jovem, filha de um casal de amigos do ministro, decidiu tomar um banho de mar. De acordo com o relato, o ministro tentou agarrá-la três vezes.

A segunda denúncia foi divulgada no dia 9 de fevereiro pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A suposta vítima era uma servidora terceirizada do STJ e ocupava uma função subordinada ao ministro. Ela prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça e foi ouvida pelo corregedor, ministro Mauro Campbell.

O caso passou a ser tratado como assédio pela relação de hierarquia. A informação foi inicialmente publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pela CNN Brasil.

*Com informações de Teo Cury e Jussara Soares

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