A mineradora australiana BCM pretende investir R$ 285 milhões na exploração de terras raras no município de Apuí, no sul do Amazonas, a partir de 2027. A informação foi confirmada pelo diretor-executivo da empresa, Andrew Reid, em entrevista ao site BNC.A informação foi confirmada pelo diretor-executivo da empresa, Andrew Reid, em entrevista ao site BNC.
Segundo Reid, a prioridade da companhia em 2026 é a obtenção das licenças ambientais necessárias para viabilizar o empreendimento. A expectativa é iniciar a fase operacional no ano seguinte, caso o cronograma regulatório avance conforme o previsto.
A empresa também negocia contratos de “offtake” — modalidade de compra e venda antecipada da produção — com grupos do Canadá, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, França e Malásia. Esse tipo de acordo garante mercado para o produto antes mesmo do início da extração, reduzindo riscos financeiros e assegurando fluxo de receita.
O projeto da BCM foi citado entre os sete empreendimentos brasileiros em fase pré-operacional, conforme reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quarta-feira (18). Juntos, esses projetos somam investimentos estimados em R$ 13,2 bilhões.
De acordo com a companhia, o Brasil tem registrado aumento no interesse internacional por projetos de terras raras. “Esse movimento ocorre diante do fato de que o país detém atualmente o segundo maior volume de reservas de terras raras do mundo, atrás apenas da China”, informou a empresa.
Os investimentos no setor se concentram principalmente nos estados de Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Os elementos de terras raras são considerados estratégicos para segmentos como transição energética, tecnologia de ponta e indústria de Defesa.
Especialistas avaliam que o avanço desses projetos no Brasil pode contribuir para reduzir a dependência de países ocidentais em relação à China, responsável por 69% da produção global e por 91% do refino desses minerais.
O grupo das chamadas terras raras é composto por 17 metais, entre eles lantânio, samário, térbio e lutécio. Embora encontrados em relativa abundância na natureza, os processos de extração e refino são complexos e de alto custo, o que limita a oferta global.
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