Manaus, Amazonas – O Dr. Átila Callison, coordenador do curso de Direito da UniNorte (unidade Centro, Manaus-Amazonas), teve sua imagem e nome utilizados em uma grave tentativa de golpe que está circulando pelo WhatsApp. O objetivo é enganar as vítimas com a promessa de “boas notícias” sobre supostos processos judiciais, induzindo-as a realizar pagamentos indevidos.
O Dr. Átila Callison divulgou na manhã desta quinta-feira (04/12), uma imagem (print), que mostra uma conversa no WhatsApp, o qual contato +55 (98) 98729-14.. se passando pelo mesmo “trago boas notícias referentes ao processo!”, diz a mensagem seguindo de uma imagem mostrando um suposto processo judicial.
Como o Golpe Funciona?
Os golpistas estão utilizando foto do Dr. Átila Callison no perfil do WhatsApp, juntamente com seu nome, e abordando pessoas com mensagens sobre “processos judiciais”, como é possível visualizar na imagem:

Imagem: Reprodução
Na sequência, o criminoso envia um falso documento intitulado “CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA BANCO BRADESCO S/A”, mencionando um valor a receber R$23.941,20 e pedindo um depósito ou pagamento prévio para a liberação da quantia.
Aviso Urgente: medidas de segurança
Não realize depósitos, transferências ou pagamentos por meio de contatos não-oficiais de WhatsApp ou links suspeitos para a liberação de valores de processos. Orientações de segurança para evitar ser vítima deste golpe:
- Caso receba mensagens deste número ou similares, bloqueie o contato imediatamente.
- Não entre em qualquer tipo de link enviado por este contato, pois podem ser usados para roubar dados ou instalar malwares.
- Não faça depósitos, nem transferências ou qualquer tipo de pagamento para este ou outros contatos que solicitem valores para “desbloqueio” de processos.
Golpe sofisticado no Amazonas: IA clona voz e imagem de Advogados para fraudes
A seccional amazonense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM) emitiu um comunicado urgente na sexta-feira (24/10) alertando a categoria sobre uma nova e perigosa modalidade de golpe. Utilizando ferramentas avançadas de Inteligência Artificial (IA), criminosos estão conseguindo reproduzir fielmente a voz e, em alguns casos, até a imagem de advogados e advogadas.
A tecnologia empregada é conhecida como deepfake, que se utiliza de algoritmos de aprendizado profundo (deep learning) para gerar mídias audiovisuais sintéticas de altíssima qualidade. O resultado são chamadas telefônicas, áudios de aplicativos de mensagem e até vídeos que parecem autênticos, mas são inteiramente forjados.
O alvo principal dos fraudadores são clientes, colegas de trabalho e familiares dos profissionais da área jurídica. O objetivo é simular situações de urgência ou solicitações financeiras, explorando a confiança estabelecida no relacionamento profissional e pessoal para obter vantagens ilícitas.
Como Funciona o Deepfake?
O deepfake se baseia em redes neurais complexas que ‘aprendem’ as características únicas da voz, do rosto e dos padrões de fala de uma pessoa a partir de dados coletados em vídeos e áudios disponíveis publicamente. Com esses dados, a IA é capaz de criar um conteúdo onde a pessoa parece dizer ou fazer algo que nunca fez.
Diante da sofisticação da fraude, a OAB/AM reforça a necessidade de máxima cautela e sugere que a advocacia amazonense adote procedimentos rigorosos de segurança:

Imagem: Reprodução OAB/AM
Foto: Reprodução Instagram





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