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Fraude na saúde do Amazonas foi planejado pelo ‘alto escalão’ do Governo

De acordo com o inquérito, como apontado desde o início das apurações, os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governador Wilson Lima.

Da redação 

 

Documento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mostra que o esquema fraudulento com sobrepreço na compra de respiradores mecânicos pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam), foi orquestrado pelo ‘alto escalão’ do Governo, com participação ativa do governador Wilson Lima (PSC).

O documento que decidiu sobre a operação ‘Sangria’, deflagrado nessa terça-feira, em ação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), mostra como ocorreu o esquema para superfaturar a compra dos respiradores no Amazonas.

Conforme o documento, o Estado sinalizou a compra de 50 respiradores de uma proposta apresentada pela empresa Jalusa Corporation INC, sediada nos Estados Unidos, no valor de R$ 100,3 mil por aparelho, no entanto, mesmo havendo a homologação do certame no dia 2 de abril de 2020, não se verificou o efetivo pagamento à empresa, tampouco a entrega dos equipamentos.

Então, no dia 8 de abril, o Governo, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu novo processo de dispensa de licitação, cujo objetivo seria a compra de 28 ventiladores pulmonares da marca Philips e Resmed. Equipamentos esses que foram apontados pela ex-secretária-executiva Dayana Mejia inferiores aos que seriam adquiridos na Jalusa Corporation INC, conforme depoimento realizado na Polícia Federal.

Segundo apurado no inquérito n° 1306, há robustos elementos de prova que indicam elementos de prova que apontam para ocorrência de direcionamento na contratação da FJPA e Cia Ltda com sobrepreço e superfaturamento na aquisição dos 28 respiradores.

Segundo o inquérito, a conta bancária da FJPA e Cia Ltda nos dias 6 e 7 de abril, foi palco de duas operações de recebimento e envio imediato de valores a terceiros.

Confira como ocorreu as transações:

 

Conforme o inquérito, as transações acima indiciam que os representados buscavam da FJPA buscavam financiamento junto a Big Trading (Nome Fantasia “Big Amigão”), que atua com atividade principal de comércio atacadista de produtos e geral. A empresa pertence a Cristiano da Silva Cordeiro, já envolvidos em fraudes licitatórios no Governo do Amazonas.

De acordo com o inquérito, após receber os valores volutuosos da Big Trading, a FJPA repassou imediatamente em sua integralidade os valores a empresa Andrade e Mansur Comércio de Materiais Hospitalares, a Sonoar (dos empresários Renata e Luciane).

Após receber da FJPA (do empresário Fábio Passos), os valores repassados pela Big Trading, a Andrade e Mansur passou a adquirir, perante fornecedores, os respiradores que deveriam ser entregues ao Governo do Amazonas. “Nesse esforço, a empresa estabeleceu relação comercial com cinco fornecedores diferentes, entre os dias 3 a 18 de abril”, diz o inquérito.

Veja como foi feito a compra dos respiradores:

 

De acordo com o inquérito, como apontado desde o início das apurações, os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governador Wilson Lima.

Outro membro importante, segundo inquérito, é a figura de Jefferson Luiz Rodrigues, o Jefferson Coronel, que segundo o documento, teria sido recrutado pelo vice-governador Carlos Almeida (PTB).

Segundo o documento, Jefferson Coronel entrou no grupo para proteger o governador Wilson Lima dos escândalos de corrupção relacionados a malversação dos recursos destinados à Covid-19.

Conforme o inquérito, Jefferson Coronel estaria pressionando a ex-secretária Dayana a assinar documentos para ‘livrar’ o governador e secretários de ‘suspeitas’.

Veja o documento na íntegra aqui

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