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Falhas de conectividade geram perdas de até US$ 500 mil por mês e deixam 22 milhões de brasileiros fora da internet

Nesse cenário, a conectividade via satélite surge como uma alternativa estratégica, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos
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A desigualdade no acesso à internet no Brasil ainda representa um obstáculo com impactos sociais e econômicos relevantes. Apesar da percepção de que a conectividade já está amplamente disseminada, dados recentes indicam que o problema persiste em diferentes frentes. Segundo estudo da Forrester Consulting, 83% das empresas de médio e grande porte registram perdas superiores a US$ 100 mil por mês em razão de instabilidades na conexão, enquanto 42% relatam prejuízos acima de US$ 500 mil mensais. Entre as pequenas e médias empresas, 73% afirmam enfrentar problemas de conexão que comprometem suas operações digitais, de acordo com o estudo IoT Snapshot 2024, da Logicalis.

Ao mesmo tempo, cerca de 22 milhões de brasileiros ainda são considerados excluídos digitais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na PNAD Contínua. No campo educacional, o impacto também é significativo: 55,2% dos estudantes já interromperam os estudos por falta de acesso à internet ou por conectividade inadequada, conforme dados da Associação de Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (Apufsc).

Nesse cenário, a conectividade via satélite surge como uma alternativa estratégica, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos. Embora muitas vezes invisível no debate público, essa tecnologia tem papel importante para garantir a continuidade de serviços considerados críticos para a sociedade. Hospitais, unidades de energia e outras estruturas essenciais frequentemente operam em áreas rurais ou isoladas, onde a conectividade tradicional não chega ou apresenta instabilidade.

Para Cláudio Calonge, CEO da Briskcom, o desafio da conectividade no Brasil está diretamente ligado à dificuldade de levar infraestrutura robusta para regiões fora dos grandes centros. “Existe a percepção de que o país já está plenamente conectado, mas quando olhamos para áreas rurais, operações industriais ou serviços essenciais em regiões remotas, percebemos que ainda há grandes lacunas de infraestrutura e estabilidade”, afirma.

A limitação da expansão da fibra óptica é um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário. Grandes operadoras muitas vezes deixam de levar redes para regiões isoladas por questões de viabilidade econômica, enquanto provedores locais enfrentam dificuldades para oferecer conexões mais estáveis e seguras. Além disso, a infraestrutura de fibra é totalmente terrestre, o que a torna suscetível a riscos como rompimentos acidentais, eventos geológicos ou até furtos de cabos, situações que podem interromper a comunicação de empresas e comunidades inteiras.

Para reduzir essas vulnerabilidades, a internet via satélite aparece como uma alternativa capaz de complementar outras tecnologias de conectividade. Como depende de uma infraestrutura terrestre muito menor, ela tende a ser menos vulnerável a esses tipos de interrupção e pode alcançar regiões onde a expansão da rede física ainda é limitada.

“A conectividade é frequentemente tratada como um serviço urbano, mas grande parte das operações críticas do país acontece em regiões remotas. Sem soluções alternativas, essas áreas permanecem vulneráveis ao isolamento digital”, conclui Cláudio Calonge.

Sobre a Briskcom

A Briskcom é uma provedora de soluções de conectividade via satélite para negócios que operam em locais remotos. Fundada em 2003, a empresa é especializada em projetos complexos para ambientes em missão crítica, oferecendo tecnologia de ponta e suporte personalizado para diversos setores da indústria, sobretudo de energia.

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