Era junho de 2017. Cuca retornava ao cargo de técnico do Palmeiras seis meses depois do título brasileiro pelo Clube. Mesmo com Miguel Borja, então rei da América no elenco, o treinador sugeriu a contratação de outro centroavante. Quem era? Simplesmente Richarlison, hoje camisa 9 da Seleção Brasileira e autor dos dois gols da vitória sobre a Sérvia na estreia da Copa do Mundo do Qatar.
A Crefisa, então, se ofereceu para ajudar o Palmeiras na investida pelo atacante do Fluminense: 11 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões na época) na mesa do presidente do clube tricolor. O próprio Richarlison ficou balançado com a oferta e pediu para não enfrentar o Alviverde naquele final de semana pelo Campeonato Brasileiro. Caso contrário, completaria sete jogos e não poderia se transferir.
“Chegou a proposta oficial, foram coisas de detalhes entre os presidentes. Não vou mentir. Eu estava querendo ir para o Palmeiras para disputar a Libertadores e infelizmente não deu”, admitiu Richarlison, em entrevista ao canal De Sola, em 2018. Com a recusa do Fluminense, Cuca indicou seu plano B: o até então desconhecido Deyverson, que vinha do futebol espanhol.
O restante da história todo palmeirense sabe: título brasileiro em 2018 e da Libertadores de 2021, com direito a gol decisivo em ambas as campanhas. Por sua vez, Richarlison foi negociado com o Watford, da Inglaterra, por 12,5 milhões de euros (R$ 46 milhões na época). Um ano mais tarde, rumo ao Everton por 39 milhões de euros (cerca de R$ 225 milhões). Em 2022, o Tottenham pagou 58 milhões de euros (R$ 320 milhões) para contar com o centroavante da Seleção Brasileira.





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