Em Pauta nas redes sociais

Buscar no portal...

Manaus,

Dia a Dia

Entidades repudiam agressão a jornalista e cobram punição a dirigentes em Manaus

SINJOR-AM e FENAJ classificam ataque contra Leonardo Fierro como atentado à liberdade de imprensa
entidades-repudiam-agressao-a-

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) emitiram uma nota conjunta de repúdio contra o atentado sofrido pelo jornalista Leonardo Fierro, diretor de comunicação da Liga Independente das Escolas de Samba do Amazonas (Liesa/AM). O profissional foi agredido fisicamente e ameaçado de morte na última segunda-feira (16), na quadra da escola de samba Reino Unido da Liberdade, na zona Sul de Manaus.

O ataque

De acordo com o relato contido no Boletim de Ocorrência, Fierro estava no exercício de suas funções quando foi abordado por Fabrício Nascimento, conhecido como “Calcinha”. O agressor desferiu um soco no peito do jornalista sob a acusação de que ele teria “prejudicado” a agremiação.

A situação escalou quando o agressor, empunhando uma garrafa quebrada, tentou ferir o comunicador, acompanhado por outros dois homens armados com objetos cortantes. A tragédia foi evitada pela intervenção de terceiros, incluindo a diretora Elza Oliveira e o intérprete “Buiu” do Reino, que contiveram os agressores.

Incitação à violência

O ponto central da denúncia das entidades é a responsabilidade dos dirigentes da escola de samba. Leonardo Fierro relatou que o ato de barbárie foi incitado por discursos do presidente da agremiação, Rangel Magalhães, e do vice-presidente, Thomé Mestrinho.

Segundo o jornalista, os dirigentes utilizaram o sistema de som da quadra para acusar profissionais da imprensa de manipulação de resultados. Para o SINJOR e a FENAJ, essa postura transfere a frustração pelo desempenho técnico da escola para os trabalhadores da comunicação, expondo-os a riscos reais de morte.

“A violência contra comunicadores é um crime contra a democracia. Não podemos permitir que o Carnaval se transforme em um ambiente de risco”, afirmaram as entidades em nota.

Providências

As entidades exigem que a Polícia Civil e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apurem rigorosamente as responsabilidades, tratando o caso não apenas como uma agressão física isolada, mas como um atentado à liberdade de exercício profissional.

Até o fechamento desta edição, a diretoria da escola de samba Reino Unido da Liberdade não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações de incitação à violência feitas pelo jornalista.

whatsapp-image-2026-02-19-at-12-44-34

Foto: Divulgação

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clique no vídeo para ativar o som
Clique no vídeo para ativar o som