Com quase 7 mil focos de incêndio até 29 de setembro, o Estado do Amazonas teve o pior mês do ano em queimadas. É o segundo pior mês de setembro da série histórica, iniciada em 1998 — apenas 2022 teve número maior de queimadas, com 8,6 mil focos.
Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, foram 5,5 mil focos de incêndio no Amazonas ante uma média de 3.532 focos para o mês.
Em todo o bioma amazônico, que inclui os Estados de Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso, a situação não é tão alarmante quanto no Amazonas. Foram 25,4 mil focos em setembro, número abaixo da média histórica, de quase 32,5 mil. Apenas Amapá e Roraima registraram números acima da média em setembro.
Os dados do Inpe também mostram que houve uma redução do desmatamento na região. Até 22 de setembro, uma área de 346 quilômetros quadrados foi devastada ante quase 1,1 mil km² registrados em setembro de 2022.
As queimadas são ainda mais comuns nesta época do ano, quando as chuvas diminuem. Neste ano, a seca é considerada severa na região. O governador do Amazonas, Wilson Lima, decretou estado de emergência ambiental por 90 dias.
Dos 62 municípios, 17 já estão em situação de emergência e 38, em alerta. Com a estiagem, os rios diminuem de volume e a navegação, principal forma de transporte na região, fica prejudicada.
O governo federal, em parceria com o Estado, anunciou medidas para ajudar as famílias afetadas pela seca, como a distribuição de kits de higiene pessoal, cestas básicas, caixas d’água, purificadores coletivos de água, hipoclorito de sódio, além de renegociação de dívidas.







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