A concessionária Águas de Manaus foi alvo de representação protocolada no Ministério Público do Estado do Amazonas pelo deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), que denuncia supostos prejuízos causados por intervenções da empresa em vias recém asfaltadas em Manaus.
Segundo o parlamentar, a concessionária tem realizado obras de água e esgoto sem integração com o cronograma de pavimentação da prefeitura, resultando na abertura de ruas recém recuperadas. O problema, afirma, não é pontual, mas recorrente, gerando desperdício de recursos públicos e deterioração precoce do asfalto.
“O que está acontecendo em Manaus é simples de entender: asfaltam hoje e quebram amanhã. Depois, o que se vê são remendos mal feitos e o surgimento de novos buracos”, declarou o deputado ao justificar a denúncia.
A representação aponta ainda que, após as intervenções no subsolo, a recomposição do pavimento feita pela Águas de Manaus seria tecnicamente inadequada. Entre os problemas relatados estão a utilização de material insuficiente e a ausência de reconstrução das camadas estruturais da via, o que comprometeria a durabilidade do asfalto.
O documento também menciona responsabilidade compartilhada com a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, e com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus, responsável pela fiscalização. No entanto, o foco central da denúncia recai sobre as intervenções da concessionária.
De acordo com o parlamentar, enquanto o programa Asfalta Manaus já consumiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos, obras de saneamento continuam sendo realizadas posteriormente, sem planejamento conjunto, o que resulta na reabertura das vias e perda imediata do investimento público.
Registros anexados à representação mostram casos em diferentes zonas da cidade, com ruas recém asfaltadas sendo cortadas para obras, seguidas por recomposições consideradas precárias, além do surgimento de buracos, crateras e pontos de acúmulo de água.
O Ministério Público do Estado do Amazonas deve analisar o caso e poderá instaurar procedimento para apurar eventuais irregularidades e responsabilidades. Até o momento, a Águas de Manaus não se manifestou publicamente sobre a denúncia.






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