O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou nesta quarta-feira (18) que pretende renunciar ao cargo no próximo dia 31 para disputar o Governo do Amazonas nas eleições de outubro deste ano.
O anúncio foi feito durante evento de assinatura do decreto que institui o Programa Manaus Sustentável, iniciativa voltada à criação de incentivos e diretrizes para consolidar a capital amazonense como referência nacional em construções sustentáveis.
Segundo Almeida, a saída será acompanhada da apresentação de um balanço das principais ações de sua gestão à frente da Prefeitura de Manaus.
“Devo sair no dia 31, colocando meu nome à disposição da população do estado para, junto com o Renato, fazer a maior parceria da história entre governo e prefeitura”, declarou, em referência ao vice-prefeito Renato Júnior, que assumirá o comando do Executivo municipal.
Prestação de contas
Durante o evento, Almeida afirmou que pretende detalhar avanços obtidos na área de planejamento urbano e outras políticas públicas ao longo de seu mandato. Ele destacou que a apresentação será feita no momento da oficialização de sua saída.
“Sem dúvida, saio deixando um legado de conquistas, realizações e resultados marcantes para a história de Manaus. É verdade que ainda precisamos avançar, mas fizemos muito. Quero mostrar que é possível fazer mais”, disse.
Prazo eleitoral
De acordo com a legislação eleitoral brasileira, prefeitos que desejam concorrer a outros cargos devem renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito. As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro, o que estabelece o prazo limite de desincompatibilização em 4 de abril.
Ao antecipar a saída para o fim de março, Almeida se mantém dentro do período legal e abre caminho para a construção de sua candidatura ao governo estadual.
Sucessão
Com a renúncia, o vice-prefeito Renato Júnior assume definitivamente a Prefeitura de Manaus e deverá permanecer no cargo até o fim do mandato, em 2028. A eventual candidatura de Almeida também indica a tentativa de alinhamento político entre a administração municipal e o governo estadual em caso de vitória nas urnas.
Leia mais:






Envie seu comentário