O governo brasileiro deu início às negociações com os Estados Unidos para debater a taxação sobre o aço e o alumínio exportados pelo Brasil. Atualmente, os produtos enfrentam uma alíquota de importação de 25%, o que pode gerar uma perda estimada em US$ 1,5 bilhão nas exportações do setor siderúrgico. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira (17).
A taxação do aço brasileiro pode gerar uma série de efeitos negativos, não apenas para as siderúrgicas, mas para toda a cadeia produtiva do setor. Segundo Ladimir Kriiger, engenheiro civil, a medida pode comprometer a balança comercial brasileira e o faturamento das empresas do ramo. “A taxação pode levar à redução das exportações e, consequentemente, à queda na produção do Brasil. Isso pode resultar em demissões no setor e impactos diretos no PIB. Além disso, as empresas precisarão buscar novos mercados, enfrentando a forte concorrência da China, que domina a indústria siderúrgica global”, analisa.
Enquanto o governo busca reverter a decisão junto às autoridades americanas, especialistas defendem que o Brasil intensifique sua diversificação comercial e busque alternativas para mitigar os efeitos da taxação. A ampliação de parcerias comerciais com países da Europa e da Ásia pode ser um dos caminhos para reduzir a dependência do mercado norte-americano.
A medida também reforça a necessidade de modernização e inovação no setor, buscando agregar valor ao aço e ao alumínio brasileiros, tornando-os mais competitivos no cenário internacional. Para o Brasil, reverter essa taxação será essencial para evitar impactos mais profundos na economia e garantir a continuidade do crescimento do setor siderúrgico. “As empresas brasileiras terão que ‘reinventar a roda’, desenvolvendo alternativas e novas parcerias para minimizar os impactos”, finaliza Kriiger.
Sobre
Ladimir Kriiger Junior é engenheiro civil com experiência na gestão e planejamento de obras, atuando nos setores privados e públicos. Graduado pela Faculdade de Rondônia (FARO), acumula anos de atuação no setor em supervisão de construções residenciais, comerciais e infraestruturas. Especializou-se em Gestão de Obras na Construção Civil e em Orçamento e Projetos aplicados à construção, ambos pela FACUMINAS. Ao longo de sua carreira, trabalhou em empresas como K.V. Engenharia e Terra Forte, desenvolvendo habilidades em análise estrutural, elaboração de projetos e acompanhamento de obras.





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