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Appy: reforma tributária não prejudica Zona Franca de Manaus

A Zona Franca sempre foi tratada na reforma de forma diferenciada e isso foi incorporado à PEC.
Foto: Divulgação

Ao participar nesta sexta-feira, 20, do evento “Diálogos Amazônicos”, sobre reforma tributária da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP FGV), o secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, foi taxativo ao afirmar que não haverá uma transição abrupta para a Zona Franca de Manaus com a reforma tributária.

Não é a primeira vez que Appy faz essa afirmação, mas sua fala no evento se deu de forma a trazer tranquilidade, especialmente aos painelistas que o antecederam no evento representando o Estado do Amazonas.

Entre eles estavam o superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Luiz Frederico Oliveira Aguiar, e o relator da reforma no Senado, senador Eduardo Braga (MDB-AM). Estes conduziram o debate pelo caminho da necessidade de se consolidar a Zona Franca de Manaus, embasando suas teses sobre dados numéricos e financeiros da indústria amazônica e seus impactos ambientais e sociais na região.

Segundo Appy, desde o início dos debates sobre reforma tributária, a Zona Franca de Manaus foi tratada de forma diferenciada e esse tratamento foi incorporado à PEC da reforma. “A Zona Franca sempre foi tratada na reforma de forma diferenciada e isso foi incorporado à PEC. Não haverá transição abrupta para a Zona Franca de Manaus”, disse o secretário extraordinário da Reforma no Ministério da Fazenda.

No caso específico da Amazônia, Appy disse reforçou a criação de um fundo sustentável que propiciará a exploração da vocação regional da Amazônia. Para o secretário, que voltou a defender a tributação sobre o consumo como uma tentativa de trazer para o Brasil o melhor padrão de tributação no mundo, tributar o consumo no destino significa deixar de tributar a produção e, por consequência, eliminar a concessão de benefícios.

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