Bolsonaro queixou-se do desempenho do pelotão governista na CPI da Covid. O presidente se considera mal defendido. Avalia que o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta converteu a CPI em “palco” sem que os senadores aliados do Planalto o contraditassem à altura. Cobra mais empenho.
As queixas do presidente são extensivas aos ministros palacianos que participam do esforço anti-CPI: Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo). Chamou os três para conversar na manhã desta quarta-feira.
Foram chamados à Presidência também senadores governistas. Entre eles Ciro Nogueira (PP-PI), espécie de centroavante do Planalto na CPI, e Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo no Senado. Tentou-se reconstituir a estratégia antes do depoimento de Nelson Teich, segundo depoente da CPI.
O presidente cobra mais agressividade. Os senadores pedem mais organização do Planalto. Os ministros palacianos batem cabeça e protagonizam trapalhadas. Há pelo menos três:
1) O vazamento das 23 acusações e críticas ao governo no combate à pandemia enviadas enviadas pela Casa Civil a 13 ministérios. A lista foi revelada pelo UOL;
2) Identificaram-se digitais eletrônicas do Planalto em requerimentos apresentados por senadores governistas na CPI;
3) O ministro Fábio Faria (Comunicações) enviou por engano para o celular de Mandetta pergunta que seria lida na CPI pelo governista Ciro Nogueira.
Conteúdo UOL
Foto: Divulgação

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