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PF investiga vazamento de informações sigilosas por ex-servidor do STJ

Policiais federais cumprem um mandado de busca e apreensão, expedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), no Distrito Federal
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Divulgação

A PF (Polícia Federal) realiza nesta segunda-feira (19) operação que mira possível violação de sigilo funcional pelo então servidor do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Fontoura Pradera, suspeito de facilitar o acesso a informações de processos em tramitação na Corte.

Pradera é ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ. Ele foi exonerado na última sexta-feira (16). A demissão foi publicada na edição desta segunda-feira do DOU (Diário Oficial da União).

O ex-servidor é suspeito de antecipar o conteúdo de decisões do STJ ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Policiais federais cumprem um mandado de busca e apreensão, expedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), no Distrito Federal.

A Operação Linceu apura possíveis crimes de violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outras tipificações que a serem identificadas.

Como a CNN mostrou, a PF abriu inquérito para apurar supostos crimes financeiros na relação entre o Flávio e Willer Tomaz. O agora ex-servidor do STJ é mencionado em relatório da corporação relacionado à nova investigação.

Conforme o documento, a PF identificou comunicações entre Humberto Pradera e Willer Tomaz em que o então servidor repassa informações sobre “demandas internas” do STJ.

Em outubro de 2024, Pradera também teria enviado uma foto a Willer que, de acordo com a PF, corresponderia à “circulação antecipada de conteúdo relacionada a processo” de interesse do núcleo do advogado.

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