Em Pauta nas redes sociais

Buscar no portal...

Manaus,

Bastidores

Moraes revoga cautelares e Adail Pinheiro reassume Prefeitura de Coari

Prefeito havia sido afastado nove dias antes durante a Operação Dinastia do Lago, da Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou as medidas cautelares impostas ao prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e autorizou seu retorno imediato ao comando do município. A decisão foi tomada nove dias após o afastamento do prefeito, ocorrido no âmbito da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal em 16 de setembro.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (25), Adail confirmou a decisão e afirmou que a revogação das medidas reforça sua posição de que não praticou irregularidades. “Coari, estou voltando”, declarou o prefeito.

Segundo a defesa, a decisão de Moraes revogou as cautelares determinadas durante a investigação em andamento, permitindo que Adail reassuma imediatamente suas funções na Prefeitura.

Investigação

A Operação Dinastia do Lago cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à administração municipal.

O inquérito teve origem na apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo, encontrada com três empresários no Aeroporto Internacional de Brasília, em maio de 2025. A Polícia Federal passou a investigar a origem dos valores, seus possíveis destinatários e as relações dos envolvidos.

Adail Pinheiro e o deputado federal Adail Filho negam envolvimento nas irregularidades investigadas. Em manifestação divulgada após a operação, a defesa afirmou que a apreensão dos valores e o cumprimento dos mandados não representam, por si só, comprovação de culpa ou prática de crimes.

O afastamento cautelar do prefeito também não representava condenação ou perda definitiva do mandato. Com a nova decisão de Alexandre de Moraes, Adail Pinheiro poderá reassumir a Prefeitura de Coari enquanto a investigação permanece em andamento.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *