O Amazonas liderou, em 2025, a produção nacional extrativa de tucumã e de cupuaçu, dois produtos que passaram a ter divulgação individual na Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada hoje pelo IBGE. Foram produzidas no Estado 2.661 toneladas de tucumã, com valor de produção de R$ 11,951 milhões, e 99 toneladas de cupuaçu, que movimentaram R$ 437 mil. A inclusão dos dois frutos amplia o detalhamento das informações sobre produtos característicos da biodiversidade amazônica.
Além de cupuaçu e tucumã, a PEVS passou a divulgar em 2025, entre os produtos alimentícios, dados de baru, buriti, cajá, juçara, macaúba e pupunha. Andiroba e murumuru também foram incorporados, no grupo de oleaginosos. A pesquisa fornece informações estatísticas sobre quantidade e valor das produções decorrentes dos processos de exploração dos recursos vegetais naturais e dos maciços florestais plantados para fins comerciais.
Amazonas concentra produção de tucumã
Na primeira divulgação individualizada do tucumã ou tucum, o Amazonas registrou mais que o dobro das 1.294 toneladas do Pará. Os dois estados foram os únicos com produção registrada na tabela por Unidade da Federação. Com isso, o Amazonas respondeu por 67,3% das 3.955 toneladas registradas no país em 2025.
Considerando o aproveitamento do fruto, as 2.661 toneladas de tucumã produzidas no Amazonas em 2025 equivalem a cerca de 749 toneladas de polpa. A estimativa considera pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), segundo a qual a polpa representa, em média, 28,16% do peso do fruto.
Entre os municípios, Parintins apresentou a maior produção de tucumã do Amazonas, com 460 toneladas, seguido por Novo Aripuanã, com 408 toneladas. São Gabriel da Cachoeira e Manicoré registraram 250 toneladas cada, enquanto Manacapuru produziu 150 toneladas.
Iranduba lidera produção de cupuaçu no Estado
O Amazonas também ocupou a liderança nacional na produção extrativa de cupuaçu, com 99 toneladas em 2025 e valor da produção de R$ 437 mil. Dentro do Estado, a produção ficou concentrada principalmente em dois municípios. Iranduba respondeu por 50 toneladas e Codajás, por 32 toneladas, o equivalente, em conjunto, a cerca de 83% do total estadual. Na sequência aparecem Alvarães, com seis toneladas, e Tefé, com quatro.
Açaí e castanha mantêm peso no extrativismo amazonense
Entre os produtos alimentícios da extração vegetal, o açaí apresentou o maior volume no Amazonas em 2025, com 57.525 toneladas, seguido pela castanha-do-pará, com 9.431 toneladas, e pelo tucumã, com 2.661 toneladas. Também foram registradas 577 toneladas de buriti, 332 toneladas de pupunha e 99 toneladas de cupuaçu. No conjunto, os produtos alimentícios somaram 70.757 toneladas no Estado.
No açaí, Codajás foi o principal município produtor amazonense, com 12.500 toneladas, seguido por Humaitá, com 6.800 toneladas, Manacapuru, com 6.300 toneladas, Manicoré, com 4.500 toneladas, e Itacoatiara, com 3.500 toneladas. Já na castanha-do-pará, Tapauá liderou no Estado, com 1.510 toneladas, seguido por Humaitá, com 1.200 toneladas.
Extrativismo movimenta R$ 429,6 milhões no Amazonas
Considerando todos os produtos pesquisados, o valor da produção da extração vegetal no Amazonas alcançou R$ 429,580 milhões em 2025. Desse total, R$ 235,917 milhões vieram dos produtos alimentícios. O açaí respondeu por R$ 179,1 milhões, enquanto a castanha-do-pará movimentou R$ 40,882 milhões.
No cenário nacional, o valor da produção florestal chegou ao recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025, alta de 6,7%. A silvicultura respondeu por R$ 41 bilhões, com crescimento de 8,6%, enquanto a extração vegetal somou R$ 6,9 bilhões, com redução de 3,1% em relação a 2024. Entre os produtos não madeireiros, o valor da produção atingiu R$ 2,6 bilhões, crescimento de 9,6%.






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