O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatório para apurar denúncias de supostas irregularidades, parcialidade e violência institucional de gênero na condução de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) contra Monize Ramos do Nascimento.
A investigação teve origem em uma representação apresentada pela servidora e foi formalizada por meio da Portaria nº 2, de 21 de julho de 2026, assinada pelo procurador da República Mário Lúcio de Avelar. O procedimento busca verificar também quais providências correcionais foram adotadas pela universidade diante das alegações apresentadas.
De acordo com o documento, o MPF ainda aguarda informações e documentos solicitados à Reitoria da UFG, considerados necessários para delimitar os fatos relatados e avaliar a atuação da instituição no caso.
“O procedimento tem por objeto apurar supostas irregularidades, parcialidade e violência institucional de gênero na condução do Processo Administrativo Disciplinar nº 23070.066699/2023-47”, informa a portaria assinada pelo procurador da República Mário Lúcio de Avelar.
A abertura do procedimento preparatório ocorreu após o prazo da chamada Notícia de Fato, etapa inicial de análise da representação, chegar próximo do encerramento sem que todos os esclarecimentos necessários fossem apresentados.
Segundo o MPF, a conversão da Notícia de Fato em procedimento preparatório permitirá a continuidade das diligências e a coleta de elementos para verificar a existência ou não de irregularidades no processo administrativo disciplinar.
“O prazo da Notícia de Fato já prorrogado uma única vez termina em 23/07/2026 e os fatos ainda demandam apuração, impondo-se a instauração do procedimento próprio”, destaca o documento.
O procedimento terá prazo inicial de 90 dias para conclusão, período em que deverão ser realizadas as diligências determinadas pelo órgão ministerial, incluindo a reiteração de pedidos de informações à Universidade Federal de Goiás.
A abertura da investigação não representa conclusão sobre a existência de irregularidades, mas uma etapa de apuração dos fatos apresentados na representação.
A Universidade Federal de Goiás ainda não apresentou manifestação sobre o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos da instituição e das demais partes citadas.
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