O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializou neste domingo (26), em convenção nacional realizada em São Paulo, sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. O evento também confirmou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa.
Em seu discurso, Caiado adotou um tom crítico aos principais adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Sem citar diretamente propostas, afirmou que o Brasil precisa de “um candidato que não seja um Kinder-Ovo”, em referência ao que classificou como “surpresinhas todo dia” na política nacional.
O candidato também mencionou os casos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master como exemplos de problemas que, segundo ele, refletem a necessidade de mudanças na condução do país. Caiado ainda classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontados como seus principais adversários na corrida eleitoral, como candidatos “rejeitados”.
Durante a convenção, o PSD apresentou a candidatura como uma alternativa à polarização política e destacou temas como segurança pública, responsabilidade fiscal, combate à corrupção e gestão administrativa como eixos centrais da campanha presidencial.
Com a homologação da chapa, a campanha de Caiado entra oficialmente na disputa pela Presidência da República, tendo como principal vitrine os resultados apresentados durante sua gestão à frente do Governo de Goiás.
Brasil convoca embaixador na Argentina após críticas de Milei a Lula e Moraes
O governo brasileiro convocou para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada neste domingo (26) e confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores.
As críticas foram feitas por Milei durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada em Brasília. Para o Itamaraty, as declarações representaram uma “afronta” ao presidente da República, ao Poder Judiciário e à população brasileira.
Na avaliação do governo, a convocação do embaixador constitui um gesto diplomático de forte protesto diante das manifestações do chefe de Estado argentino. Na prática, o procedimento é adotado para consultas internas e sinaliza insatisfação com a conduta de outro país.
Julio Bitelli deve desembarcar em Brasília nesta segunda-feira (27), quando terá reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O encontro servirá para avaliar os desdobramentos da crise diplomática entre Brasil e Argentina e definir os próximos passos da atuação brasileira.
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