O dólar iniciou esta segunda-feira (4) em leve alta, refletindo um ambiente de maior cautela nos mercados internacionais. A moeda norte-americana era cotada próxima de R$ 4,96 na abertura, chegando a girar em torno de R$ 4,97 ao longo das primeiras negociações, com variação positiva moderada em relação ao fechamento anterior.
De acordo com análise de Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas, o movimento acompanha uma postura mais defensiva dos investidores globais. O cenário é marcado pela redução da exposição a ativos de risco e pela busca por segurança na moeda americana.
No exterior, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio adiciona pressão aos mercados. Relatos de um possível ataque a uma embarcação ligada aos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz — ainda não confirmados — ampliam a aversão ao risco e influenciam os preços do petróleo, reacendendo preocupações com a inflação global.
No Brasil, o mercado retoma as atividades após o feriado atento a novos indicadores econômicos e medidas do governo. O boletim Focus mais recente apontou nova alta nas projeções de inflação para 2026, que passaram de 4,86% para 4,89%, marcando a oitava revisão consecutiva para cima.
No cenário internacional, dados de atividade e emprego nos Estados Unidos, além de declarações de dirigentes do Federal Reserve, seguem no radar dos investidores. A expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo continua sustentando o dólar em nível global.
Ouro recua no mercado internacional
O ouro iniciou o dia em queda no mercado internacional, com a onça troy cotada próxima de US$ 4.583. No Brasil, o metal precioso era negociado em torno de R$ 740 por grama no mercado à vista (24 quilates).
Segundo o economista Mauriciano Cavalcante, da Ourominas, o recuo está associado ao fortalecimento do dólar e ao cenário de juros elevados nos Estados Unidos, fatores que reduzem a atratividade do ouro, que não oferece rendimento.
Apesar das incertezas geopolíticas, tradicionalmente favoráveis ao metal, o ambiente atual é de cautela com viés negativo. A valorização da moeda americana e a perspectiva de política monetária mais restritiva continuam limitando o apelo do ouro entre investidores.








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