O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (8) em queda, cotado próximo de R$ 5,08. A cotação atual gira em torno de R$ 5,07. O movimento acompanha um ambiente externo mais favorável ao risco, com investidores reduzindo posições defensivas em dólar e direcionando recursos para ativos de maior retorno, como os de países emergentes. Ainda assim, o mercado mantém postura cautelosa.
No cenário internacional, os mercados monitoram os desdobramentos no Oriente Médio. A sinalização de uma trégua temporária entre Estados Unidos e Irã, com duração de duas semanas, contribuiu para aliviar parte das tensões geopolíticas. O acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A redução momentânea dos conflitos teve impacto direto sobre o mercado de commodities. O preço do petróleo recuou no mercado internacional, refletindo a diminuição do risco de interrupções no fornecimento da região.
Além do quadro geopolítico, investidores acompanham a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). O documento deve trazer mais detalhes sobre a decisão de manutenção dos juros nos Estados Unidos e sinais sobre os próximos passos da política monetária.
A agenda do dia também inclui indicadores econômicos relevantes nos EUA, que podem influenciar as expectativas sobre juros e, consequentemente, o comportamento do dólar ao longo do pregão. No Brasil, o fluxo cambial segue positivo no curto prazo, sustentado pelo diferencial de juros, mas sujeito à volatilidade externa.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O ouro inicia a sessão desta quarta-feira (8) em alta no mercado internacional, sustentado pela busca por proteção em meio às incertezas globais. A cotação da onça troy gira em torno de US$ 4.828. No Brasil, o preço do ouro (24k) acompanha a alta, cotado em torno de R$ 773.
No cenário internacional, investidores seguem atentos aos desdobramentos no Oriente Médio. A decisão de Estados Unidos e Irã de estabelecer uma trégua temporária, que inclui a retomada das operações no Estreito de Ormuz, ajudou a reduzir parte das tensões. A pausa nos confrontos teve impacto imediato sobre o petróleo, que registrou queda diante da menor percepção de risco na oferta global.
Apesar do alívio pontual, o ambiente ainda favorece ativos considerados seguros, como o ouro, especialmente em momentos de incerteza geopolítica.
Além disso, o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O documento deve detalhar as discussões que levaram à manutenção dos juros nos Estados Unidos e pode oferecer sinais sobre os próximos passos da política monetária, fator determinante para o comportamento do metal ao longo das próximas sessões.






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