Nesta terça-feira (3/3), a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Mujaki, destinada a reprimir crimes de posse e de compartilhamento de imagens e de vídeos relacionados à exploração e ao abuso sexual infantojuvenil pela internet. Dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, foram cumpridos na capital paulista.
Durante as diligências, a equipe identificou diversos dispositivos eletrônicos. Em um dos locais, a análise preliminar feita pelos peritos federais constatou a existência de arquivos contendo cenas de abuso sexual contra crianças e adolescentes, resultando na prisão em flagrante de um suspeito.
Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente para caracterizar situações envolvendo crianças e adolescentes em atividades sexuais explícitas (reais ou simuladas), a comunidade internacional adotou terminologias mais adequadas, como “abuso sexual de crianças e de adolescentes” ou “violência sexual de crianças e de adolescentes”, por tornarem mais clara a gravidade da violência praticada contra as vítimas.
A Polícia Federal reforça a importância de pais e responsáveis acompanharem e orientarem crianças e adolescentes sobre o uso seguro da internet, de redes sociais, de jogos e de aplicativos. Observar mudanças de comportamento — como aumento do sigilo no uso do celular ou isolamento repentino — pode ajudar a identificar situações de risco. Ensinar como agir diante de contatos inadequados também é medida essencial de proteção.
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de proteger crianças e adolescentes. Informação, diálogo e vigilância ativa são fundamentais para impedir que esses crimes ocorram.






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