O superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, deixa o comando da autarquia destacando a consolidação do crescimento do polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) nos últimos três anos. Segundo ele, o modelo reforçou sua posição como um dos principais motores econômicos da Região Norte.
Dados da Suframa indicam que o faturamento do polo apresentou evolução consistente no período, com média superior a R$ 202 bilhões. Em 2023, o resultado foi de R$ 175 bilhões. No ano seguinte, o montante subiu para R$ 205 bilhões. Já em 2025, o faturamento alcançou R$ 228 bilhões, confirmando a trajetória de expansão do modelo incentivado.
De acordo com Saraiva, o desempenho está associado a um ambiente de maior estabilidade jurídica e política. A projeção, segundo ele, é que o faturamento da ZFM se aproxime de R$ 250 bilhões nos próximos anos.
Articulação política
A consolidação do modelo também é atribuída à articulação entre os poderes Executivo e Legislativo. Para o superintendente, a atuação do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e a política conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram decisivas para assegurar a estabilidade jurídica da Zona Franca.
No Congresso Nacional, a bancada do Amazonas teve papel de destaque. Sob coordenação do senador Omar Aziz** (PSD-AM), parlamentares atuaram para preservar as vantagens comparativas do polo e garantir segurança institucional ao modelo.
Transição administrativa
A Suframa deve passar por mudança de comando no próximo mês, com a saída de Bosco Saraiva em razão de compromissos políticos. A expectativa, segundo ele, é de continuidade nas diretrizes e manutenção do ritmo de crescimento, especialmente com a permanência do atual governo federal.
Em gestões anteriores, a autarquia enfrentou pressões que colocaram em debate sua estrutura. Durante o governo de Jair Bolsonaro, sob a condução econômica do então ministro Paulo Guedes, a Suframa foi alvo de críticas e propostas que discutiam sua extinção — cenário que, segundo integrantes do órgão, foi revertido com a rearticulação política recente.
Com indicadores em alta e respaldo institucional, o polo industrial da Zona Franca de Manaus reforça sua posição estratégica na política nacional de desenvolvimento regional.




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